Fintech mira profissionais criativos, que trabalham agora e recebem depois
Grupo DUX cria a marca ANTI, que consolida a frente de antecipação de recebíveis e soluções financeiras para o setor da economia criativa
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Caroline Jardim - Especial para o Estado de Minas
A economia criativa representa 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo dados do Observatório Itaú Cultural e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Apesar do peso na economia, o setor ainda opera em uma lógica pouco confortável para quem vive de projetos: a produção acontece em ritmo acelerado, enquanto o dinheiro costuma seguir outro calendário.
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É nessa fresta que surge a ANTI, uma fintech que chega ao mercado com foco em criadores, agências, produtoras, influenciadores e empresas criativas, um público acostumado a lidar com campanhas, contratos, temporadas, direitos e patrocínios que nem sempre cabem na régua dos bancos tradicionais.
Criada pelo Grupo DUX, holding brasileira de soluções financeiras para a economia criativa, a ANTI reúne conta digital, Pix, pagamentos, recebimentos, crédito e antecipação de contratos. O cliente passa a contar com uma estrutura financeira mais próxima da rotina de quem precisa bancar equipe, fornecedor e operação enquanto aguarda a liquidação de projetos.
Desde agosto de 2024, o Grupo DUX já movimentou mais de R$ 215 milhões em antecipação de recebíveis. A meta é chegar a R$ 800 milhões até o fim de 2026. Hoje, a operação atende mais de 10 mil profissionais e empresas, mantém uma rede de 90 parceiros ativos e estima uma demanda reprimida superior a R$ 1 bilhão por liquidez no setor.
O CEO do Grupo DUX, Luiz Octávio Gonçalves Neto, afirma que a antecipação de recebíveis foi a porta de entrada para uma discussão mais ampla sobre infraestrutura financeira na economia criativa. A ANTI nasce, segundo ele, para ampliar a atuação para além do crédito.
“Quem trabalha no setor precisa de conta, crédito, pagamentos, inteligência financeira, estrutura jurídica e dados para tomar melhores decisões. Não queremos ser um banco tradicional nem apenas uma fintech de nicho. Nosso papel é consolidar uma infraestrutura financeira que acompanhe o ritmo de quem cria valor antes de receber por ele”, diz Gonçalves Neto.
A tese da empresa parte de uma cena comum no mercado criativo. O projeto é aprovado, a equipe entra em campo, fornecedores são acionados, a campanha vai para a rua e o caixa precisa sustentar tudo até o pagamento cair. Nesse intervalo, negócios pequenos e médios podem perder fôlego para crescer, contratar ou assumir novas entregas.
Em 2025, a operação do Grupo DUX antecipou mais de 500 contratos, com inadimplência inferior a 0,1%. No mesmo período, foram R$ 85 milhões em contratos antecipados.
O diretor de Marketing, João Pedro Novochadlo, afirma que a fintech foi construída para dialogar com uma geração que não se reconhece na forma tradicional de vender serviços financeiros. “Existe uma geração inteira de profissionais criativos que não se reconhece na estética, na linguagem e nem na lógica do sistema bancário tradicional. A ANTI foi construída para dialogar com esse público de forma mais honesta, simples e contextual”, afirma.
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