REESTRUTURAÇÃO

Recuperação judicial de 2 mil empresas revela má gestão de dívidas 

Análise é da Pact, empresa especializada em gestão e reestruturação de passivos judiciais trabalhistas

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 Caroline Jardim - Especial para o Estado de Minas

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O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu 2.466 casos em 2025, recorde da série histórica, segundo a Serasa Experian. O volume representa um avanço de 13% em relação ao ano anterior e ocorre em um cenário de crédito restrito, juros elevados e aumento da inadimplência, que terminou o ano passado com 8,9 milhões de CNPJs no vermelho.

Para Lucas Pena, CEO da Pact, empresa especializada em gestão, e reestruturação de passivo judicial corporativo, embora o movimento esteja diretamente ligado à dificuldade de acesso a crédito e à pressão sobre o caixa das empresas, o crescimento também evidencia um problema menos visível: a falta de controle estruturado sobre passivos judiciais.

“Na prática, muitas companhias chegam ao estágio de recuperação judicial sem uma visão consolidada de suas obrigações na Justiça. Execuções em andamento, provisões mal calibradas, depósitos judiciais e bloqueios de valores podem representar milhões de reais imobilizados ou riscos que não aparecem com clareza nos balanços financeiros. Esse cenário revela falhas na governança de dados jurídicos, que dificultam a identificação antecipada de riscos e comprometem a previsibilidade financeira das empresas”, explica o especialista.

Ainda segundo Lucas, a recuperação judicial frequentemente escancara um problema anterior: a ausência de organização e leitura estratégica dos dados jurídicos. Sem integração e monitoramento contínuo, os riscos deixam de ser gerenciáveis e passam a ser reativos.

Além das dívidas financeiras, os passivos judiciais podem continuar pressionando o caixa mesmo após renegociações com credores. Condenações, acordos e bloqueios judiciais tendem a gerar saídas de recursos não previstas, dificultando a execução de planos de recuperação.

Setores como agropecuária e serviços concentram a maior parte dos casos. Em 2025, o agro respondeu por cerca de 30% das empresas em recuperação judicial, seguido de perto pelo setor de serviços, também com aproximadamente 30%, refletindo a maior exposição dessas atividades a variáveis como custo financeiro, preços e fluxo de caixa.

“A adoção de uma gestão mais estruturada do contencioso, com integração de dados regulatórios e judiciais, pode ajudar empresas a identificar riscos com antecedência, melhorar a previsibilidade e, em alguns casos, evitar que a situação evolua para a recuperação judicial. A capacidade de cruzar informações e acompanhar indicadores jurídicos em tempo real permite uma atuação mais estratégica, reduzindo incertezas e ampliando o controle sobre o passivo”, diz Pena.

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A Pact é uma empresa especializada na gestão e redução de passivos judiciais corporativos, que atua apoiando companhias na organização, análise e negociação de suas obrigações na Justiça. Com uma abordagem que integra diagnóstico financeiro, compliance e estratégias de acordo, a empresa busca transformar dados jurídicos dispersos em informações estruturadas, permitindo maior previsibilidade, controle de riscos e eficiência na gestão do contencioso. Seu trabalho envolve desde o mapeamento de processos e provisões até a condução de negociações com partes adversas, contribuindo para a redução de impactos no caixa e o fortalecimento da governança corporativa.

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