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59% dos brasileiros sentiriam vergonha de serem vítimas de um golpe online

Deepfakes, clonagem de voz e outras fraudes via IA já estão mudando a forma como consumidores latino-americanos enxergam segurança digital

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Caroline Jardim - Especial para o EM 

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À medida que os pagamentos digitais se tornam padrão e a conveniência cresce, um novo paradoxo surge: embora os consumidores latino-americanos estejam cada vez mais confiantes em sua capacidade de navegar no mundo digital, o medo de fraudes e golpes continua sendo sua preocupação mais urgente. Essa é a conclusão da mais recente pesquisa regional focada na percepção sobre cibersegurança na América Latina e no Caribe da Mastercard.

De acordo com a pesquisa, oito em cada dez consumidores latino-americanos (80%) afirmam sentir-se capazes de se proteger online — um claro indicador da crescente maturidade digital da região. Mesmo assim, quase metade (47%) deles aponta fraudes e golpes como sua maior frustração ao realizar transações digitais, evidenciando uma tensão essencial entre confiança e cautela em uma era de expansão da inclusão financeira.


“À medida que a região continua sua jornada de transformação digital, as pessoas vivem uma realidade dupla — são confiantes, digitalmente experientes e abertas à inovação, mas também conscientes de que os golpes estão se tornando mais sofisticados”, afirma Ana Lucia Mangliano, vice-presidente executiva de serviços da Mastercard para a América Latina e do Caribe. 


Os dados nacionais, com 1.006 entrevistados, revelam nuances comportamentais importantes e ampliam a compreensão regional. No Brasil, 59% dos consumidores brasileiros sentiriam vergonha se fossem vítimas de um golpe online, e 42% teriam constrangimento em contar a alguém.

Outro recorte se refere ao impacto em pequenos negócios: 74% abandonariam pequenos negócios após uma fraude, passando a comprar apenas em grandes varejistas ou marcas conhecidas. Além disso, 63% deixariam de comprar totalmente com o varejista onde a fraude ocorreu.

A Geração Z seria a mais conectada e também a mais vulnerável. Jovens entre 18 e 27 anos são os que mais interagiram com tentativas de golpe no último ano (29%), mas são os que menos adotam práticas básicas de segurança (50%).

Temor Avançado com IA: 89% se preocupam com clonagem de voz para golpes e 81% acreditam que deepfakes podem ameaçar a segurança nacional no próximo ano. Além disso, 88% gostariam de receber treinamento formal sobre como lidar com golpes. A Mastercard investiu US$11 bilhões em cibersegurança nos últimos cinco anos. 


Além de fraudes e golpes, questões de privacidade (32%) — relacionadas ao uso ou compartilhamento de dados pessoais ou financeiros — seguem causando inquietação entre os entrevistados. A ascensão das fraudes impulsionadas por IA, como deepfakes e clonagem de voz, é particularmente alarmante — citada por 43% dos entrevistados regionais como uma ameaça emergente que está redefinindo a percepção de segurança nos ambientes digitais.


A Nova Face da Fraude



Esquemas tradicionais estão evoluindo rapidamente na região. Golpes por telefone e voz continuam sendo o tipo de fraude mais comum na América Latina (32%), seguidos de perto por golpes em redes sociais e ataques de phishing. Essas táticas, cada vez mais impulsionadas por tecnologias avançadas, têm tornado mais difícil — até para os consumidores mais experientes — diferenciar o que é real do que é falso, elevando ao mesmo tempo a vigilância e a frustração dos consumidores. No Brasil, as fraudes mais comuns são em compras e varejo (37%), seguidas por esquemas de investimento/criptomoedas (30%) e roubo de identidade (31%).


Conectando Inovação e Segurança



Mesmo com as ameaças evoluindo, o otimismo permanece alto na América Latina. Mais da metade dos consumidores da região afirma estar mais animada com pagamentos mais rápidos e simples (51%) e com checkouts online mais seguros habilitados por biometria e tokenização (31%) — inovações que unem conveniência e confiança.


“Essas descobertas mostram que a economia digital continuará avançando quando tornarmos a confiança e a segurança inseparáveis da inovação”, acrescentou Magliano. “As pessoas querem uma segurança visível — como alertas ou biometria — apoiada por proteções fortes e invisíveis que funcionam nos bastidores.”

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