Redefinição no conceito de segurança: 5 nortes para organizações evoluírem
Prosegur Research aponta a necessidade de reforçar a segurança em 2026 em um mundo mais competitivo, fragmentado e violento
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Caroline Jardim - Especial para o Estado de Minas
Cinco tendências estruturais que explicam os desafios e riscos emergentes em um contexto internacional marcado pela competição extrema, pela fragmentação do poder e pela normalização do conflito: convergência tecnológica, geoecononia, empoderamento individual e coletivo, meio ambiente e poder difuso. Esse é o resultado do relatório estratégico anual “O mundo em 2026”, realizado pela Prosegur Research, que apresenta as principais dinâmicas internacionais que obrigam governos e empresas a antecipar cenários, reduzir incertezas e fortalecer a resiliência diante de riscos diversos e cada vez mais interconectados.
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Em 2026, definido pela Prosegur Research como “o ano da segurança do que é crítico”, especialmente no que se refere às infraestruturas sensíveis, a interdependência entre os ambientes físico e digital ampliará a exposição das organizações a crises multidimensionais, que exigem uma abordagem integrada.
No ambiente corporativo, a crescente interdependência entre o físico e o digital expõe as organizações a riscos estruturais, exigindo uma visão integral da segurança e o abandono de abordagens fragmentadas ou geridas em silos. “A evolução do risco global está forçando uma redefinição profunda do conceito de segurança, que deixa de ser reativo e setorial para se tornar estratégico e integrado”, afirma o diretor da Prosegur Research, José María Blanco.
As cinco tendências
A análise da Prosegur Research destaca a convergência tecnológica. A tecnologia se consolida como uma área de relevância estratégica, na qual o controle de dados, dos semicondutores e da inteligência artificial gera assimetrias de poder entre atores globais. A crescente interconexão entre os ambientes físico e digital amplia a superfície de risco.
Apresenta também a Geoeconomia. A economia e o comércio ganham protagonismo como instrumentos de poder. Em um cenário de crescimento moderado e dívida global superior a 230% do PIB mundial, comércio, tarifas, acesso a recursos, restrições tecnológicas e regulação estratégica reconfiguram as cadeias de valor.
Em relação ao empoderamento individual e coletivo, o relatório aponta que as transformações demográficas, a urbanização e a crescente disparidade territorial e geracional contribuem para uma maior polarização social, ao afetar a confiança nas instituições e gerar novos desafios para a gestão da coesão social.
Meio ambiente está entre as cinco tendências. Incêndios, inundações e secas deixam de ser episódios excepcionais e passam a se tornar padrões recorrentes, impactando infraestruturas, logística e pessoas, e colocando a resiliência e a capacidade de adaptação como elementos centrais para a continuidade dos negócios.
E, por fim, sinaliza o que chama de "poder difuso”. O sistema internacional avança em direção a uma multipolaridade instável, com grandes potências e atores regionais mais autônomos operando em um ambiente de geometria variável. Esse processo vem acompanhado de uma erosão democrática acelerada, denominada pela Prosegur Research de “autocracia a galope”, e de um aumento sustentado dos conflitos ativos, que atingem níveis inéditos desde a Segunda Guerra Mundial.
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O Grupo Prosegur é referência mundial no setor de segurança privada. Através de suas linhas de negócios, Prosegur Security (SegurPro-BR), Prosegur Cash, Prosegur Alarms, Prosegur AVOS e Cipher, oferece às empresas e às residências soluções de segurança. Com presença global, o grupo está listado nas bolsas de valores espanholas sob o indicador PSG. Atualmente, a companhia conta com uma equipe de cerca de 150 mil funcionários.