Um simples erro de digitação ao buscar passagens aéreas pode estar custando mais caro para muitos viajantes. A troca de siglas que identificam os aeroportos é um dos equívocos mais comuns e tem um impacto direto no valor final do bilhete, além de poder gerar custos extras com deslocamento e tempo perdido.
Na prática, o que parece um detalhe técnico é um fator decisivo para a precificação das tarifas. Cidades grandes, como São Paulo e Rio de Janeiro, possuem mais de um aeroporto, e as companhias aéreas distribuem seus voos de maneiras diferentes entre eles, o que resulta em uma grande variação de preços.
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Por que a sigla do aeroporto muda o preço do voo?
A sigla do aeroporto, conhecida como código IATA, direciona a busca para um terminal específico. Como cada aeroporto possui operações, taxas e voos distintos, a escolha errada pode limitar as opções a companhias aéreas mais caras ou a rotas menos eficientes, elevando o custo final da viagem.
Em São Paulo, por exemplo, o Aeroporto de Guarulhos (GRU) concentra a maior parte dos voos internacionais, enquanto Congonhas (CGH) é focado na ponte aérea e voos domésticos. Já o Aeroporto de Viracopos (VCP), localizado em Campinas (cerca de 80 km de São Paulo), é uma importante base de operações da Azul, com voos domésticos e internacionais. Uma busca específica por "GRU" pode ocultar ofertas disponíveis em "CGH", que geralmente tem voos mais concentrados em horários comerciais para a ponte aérea.
O mesmo ocorre no Rio de Janeiro, onde o Aeroporto do Galeão (GIG) opera a maioria dos voos internacionais e parte dos nacionais, enquanto o Santos Dumont (SDU) é mais central e focado em rotas domésticas, como a ponte aérea. Dependendo do destino e da companhia, a diferença de preço entre um e outro pode ser significativa.
Como evitar erros ao buscar passagens aéreas
Garantir o melhor preço e evitar dores de cabeça na hora da reserva é mais simples do que parece. Adotar alguns cuidados básicos durante a pesquisa otimiza os resultados e apresenta as opções mais vantajosas. Confira as principais dicas:
Use o código da cidade: ao invés de pesquisar por um aeroporto específico, utilize o código que abrange todos os terminais de uma metrópole. Para São Paulo, use "SAO"; para o Rio de Janeiro, "RIO". Assim, o sistema mostrará voos de todos os aeroportos próximos, permitindo uma comparação completa.
Verifique a localização: antes de finalizar a compra, confirme a distância do aeroporto escolhido até seu local de hospedagem ou compromisso. Um bilhete mais barato pode não compensar se o custo com transporte terrestre for muito elevado.
Atenção ao preenchimento automático: navegadores e aplicativos costumam salvar pesquisas anteriores. Sempre confira se o campo de busca não foi preenchido automaticamente com um código de aeroporto que você não deseja.
Utilize filtros em comparadores: sites especializados em busca de voos permitem filtrar por aeroporto ou selecionar a opção "todos os aeroportos". Use esse recurso para ter uma visão ampla das tarifas disponíveis para a mesma data.
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Considere a flexibilidade: se possível, pesquise por datas próximas ao dia desejado. Voos em dias de semana, como terças e quartas-feiras, costumam ter preços mais baixos do que os de fins de semana.
