Americanas em BH: o legado da reestruturação que fechou lojas e se aproxima do fim da recuperação judicial
Varejista encerrou atividades em shoppings da capital mineira durante plano iniciado em 2023; empresa já pediu encerramento do processo na Justiça
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O fechamento de lojas da Americanas em Belo Horizonte, como a emblemática unidade no Pátio Savassi, foi um marco visível do plano de reestruturação da companhia, iniciado em 2023. Em setembro de 2026, com a empresa já tendo solicitado o encerramento de sua recuperação judicial, o cenário é de balanço: o movimento de enxugamento da rede física foi uma das etapas cruciais para a varejista buscar sua recuperação financeira e se adaptar a uma nova realidade operacional.
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A reestruturação nacional levou ao fechamento de dezenas de pontos de venda em todo o Brasil. Dados de meados de 2026 indicam que 166 lojas foram encerradas nos últimos 12 meses, ajustando a rede para um total de aproximadamente 1.448 unidades em operação, focadas em maior rentabilidade e integração com o e-commerce.
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Por que a Americanas fechou lojas?
A decisão de fechar unidades foi uma medida central do plano de recuperação judicial, protocolado em janeiro de 2023. O processo foi desencadeado pela descoberta de um rombo contábil de cerca de R$ 20 bilhões, que expôs dívidas totais na casa dos R$ 40 bilhões. O principal objetivo dos fechamentos foi reduzir custos operacionais, como aluguéis e despesas com pessoal, e concentrar investimentos em operações mais lucrativas.
A estratégia visava tornar a companhia mais enxuta e eficiente para honrar os acordos com credores e estabilizar suas finanças. A seleção das lojas a serem desativadas levou em conta critérios como baixo desempenho de vendas, altos custos de manutenção e localização estratégica.
Qual foi o impacto da reestruturação em BH?
Em Belo Horizonte, o impacto da reestruturação foi significativo, com o encerramento de atividades em diversos centros comerciais importantes. Unidades localizadas em alguns dos principais shoppings da cidade foram desativadas, alterando a presença da marca na capital mineira. Embora listas específicas circulem, a empresa focou em otimizar sua capilaridade, mantendo pontos estratégicos enquanto fechava outros para cortar despesas.
O que aconteceu com os funcionários?
Durante o auge da reestruturação, a Americanas afirmou que buscava remanejar os colaboradores das unidades fechadas para outras lojas próximas. No entanto, o processo envolveu um número significativo de desligamentos em todo o país. Apenas em abril de 2026, por exemplo, a empresa registrou a demissão de mais de 4.300 funcionários, refletindo a profundidade do ajuste em seu quadro de pessoal.
Qual o futuro da Americanas?
O futuro da Americanas aponta para a superação da crise. Em março de 2026, a companhia protocolou na Justiça o pedido de encerramento de sua recuperação judicial, sinalizando que as principais etapas do plano de reestruturação foram cumpridas. A expectativa é que a empresa saia oficialmente do processo ainda em 2026.
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Com foco renovado nas operações digitais, na otimização da rede física e em parcerias estratégicas, a Americanas busca garantir sua sustentabilidade a longo prazo. A companhia já apresentou resultados positivos, como o primeiro Ebitda positivo em 2025, e avança para consolidar sua posição no varejo nacional após um dos maiores processos de recuperação judicial da história do país.