Depois da tempestade, vem a recuperação judicial
O evento climático atingiu os setores de abate, graxaria, miúdos, vestiário e sala de máquinas, interrompendo o abate por mais de dois meses
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
Com mais de 2.000 metros quadrados de área industrial destruídos e a produção interrompida por até 72 dias após um temporal que atingiu a cidade de Araguari no penúltimo dia do ano passado, o Frigorífico Santa Lúcia entrou no fim de abril com um pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível da Comarca de Araguari, no Triângulo Mineiro. Com o pedido, que engloba também a Central Carnes e Frios Ltda., integrante do mesmo grupo familiar, a empresa espera ter prazo para renegociar sua dívida, cujo valor não foi revelado. O evento climático atingiu os setores de abate, graxaria, miúdos, vestiário e sala de máquinas, interrompendo o abate por mais de dois meses e a desossa por 12 dias. O Santa Lúcia informa, que, mesmo nessa circunstância, os salários e benefícios, numa folha mensal da ordem de R$ 1 milhão, foram honrados com recursos em caixa destinados inicialmente a investimentos. Hoje, segundo a empresa, 350 famílias seguem empregadas e a operação do frigorífico continua.
“A proposta apresentada não trata a recuperação judicial apenas como mecanismo de renegociação de dívidas, mas como uma oportunidade de reconstruir a operação por meio de maior aproximação entre frigorífico, produtores rurais, fornecedores, clientes, adquirentes, trabalhadores e pequenos empresários que dependem direta ou indiretamente da atividade econômica gerada pela empresa”, diz o frigorífico em nota. A tempestade interrompeu o ritmo de crescimento do Santa Lúcia, que nos cinco anos anteriores ao evento climático registrou expansão média de 34,5% ao ano. Já os investimentos entre 2023 e o fim de 2025 somam R$ 18,26 milhões na modernização da unidade industrial, que foi capacitada pelo Ministério da Agricultura para exportar para 12 mercados internacionais. No mercado interno são 1.500 clientes. Com 70 anos de operação, o frigorífico define o quadro atual com uma frase: “O Santa Lúcia não fecha. O Santa Lúcia se reorganiza para seguir.”
Leia Mais
Antenada
Com pouco mais de 20% de participação ná área de DDD 31, no mercado mineiro de telefonia móvel, a TIM está iniciando um programa de reforma de quase 800 estações de rádio base (antenas) em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana, para modernizar e integrar a inteligência artificial na sua estrutura operacional. Segundo o diretor de Engenharia da TIM Brasil, Homero Salum, toda a modernização deve ser executada em quatro ou cinco meses, e a melhoria será perceptível para os usuários. Ao todo, o projeto vai beneficiar mais de 2 milhões de clientes na região atendida. “A gente vai trocar as antenas atuais por antenas com 5G e IA e isso vai levar a uma melhoria e a uma maior estabilidade”, diz Homero ao revelar que a substituição dos equipamentos vai otimizar o uso de energia nas mesmas, com redução de 15% no consumo de eletricidade. Por estar em período de silêncio por causa da divulgação do balanço, a TIM não abre os investimentos na modernização das antenas, mas informa que no ano passado foram investidos R$ 250 milhões para modernizar e expandir sua rede, ampliando a cobertura 5G de 57 para 156 no estado, um crescimento de 174%. “Minas tem papel estratégico na operação da TIM”.
Menos interrupções
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai investir R$ 438 milhões em manutenção preventiva da rede elétrica em Minas nos 774 municípios da sua área de concessão. Os investimentos representam um incremento de 15% nas ações de manutenção em estrutura de rede, podas de árvores, inspeções com drones e substituição de equipamentos. No ano passado, foram investidos R$ 380 milhões nessas ações. Além disso, até o fim do ano, a Cemig vai investir R$ 4,9 bilhões em obras de melhoria do sistema elétrico. Nas ações preventivas, a Cemig planeja realizar mais de 900 mil podas de árvores, sendo que 320 mil apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, a empresa prevê limpar mais de 50 mil quilômetros de linhas, que na Grande BH serão 6,5 mil quilômetros. “Esse volume de investimento reforça uma mudança importante na atuação da Cemig. Ao antecipar intervenções na rede, conseguimos reduzir falhas, melhorar a qualidade do fornecimento e aumentar a resiliência do sistema, especialmente diante de eventos climáticos mais intensos”, afirma o gerente de Ativos e Planejamento da Manutenção da Distribuição da Cemig, Flavio Vieira.
Expectativa boa
Com 110 lojas e 1.700 colaboradores em Minas Gerais, a Americanas aposta nas promoções para elevar as vendas no estado neste Dia das Mães. Sem revelar números, a diretora Comercial da Americanas, Mariana Figueiredo, diz apenas que até agora os produtos mais procurados pelos filhos em Minas são celulares e fritadeiras elétricas, entre os eletroeletrônicos. “Temos a expectativa de interesse também por produtos relacionados a bem-estar, com body splashes, moletons, roupões, pantufas e kits de autocuidado, e de dia a dia, como utilidades domésticas e itens de cama, mesa e banho”, acrescenta a executiva. Além das lojas, a Americanas conta com um centro de distribuição no estado, em Uberlândia. Segundo Mariana Figueiredo, Minas hoje conta com a terceira maior presença da rede de lojas no país.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Loja nova
Com investimentos de R$ 1,8 milhão e 343 metros quadrados, a nova loja da Camicado foi inaugurada recentemente no Uberlândia Shopping. A loja, com 25 anos de mercado e integrante do ecossistema Lojas Renner S.A, é a maior varejista brasileira de artigos para casa e decoração e conta com 103 unidades em todo o país. A entrada da marca no Uberlândia reforça no centro de compras o conceito de que consumo, conveniência e experiência seguem integrados. Com circulação anual superior a 2 milhões de visitantes e administrado pela Alqia, o Uberlândia Shopping passa por um ciclo de diversificação e na qualificação do mix de lojas. “É a materialização de um movimento consistente de evolução do nosso mix, com foco em marcas que agregam valor, fortalecem a experiência do cliente e ampliam a nossa proposta de conveniência. Estamos falando de uma varejista líder em seu segmento, com forte conexão com o público e aderência ao nosso posicionamento”, afirma o superintendente do centro de compras, Fabiano Guerra.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
