Alta do dólar impacta commodities e encarece pão francês e óleo de cozinha
Pressão externa no preço do barril de petróleo eleva custos logísticos; entenda como a exportação de grãos reduz o estoque disponível no Brasil
compartilhe
A alta na cotação do dólar e o aumento no preço do barril de petróleo pressionam os preços de dois itens essenciais na mesa dos brasileiros: o pão francês e o óleo de cozinha. O cenário já repassa custos logísticos e de produção para a cadeia de alimentos, forçando donos de padarias e restaurantes a reavaliarem seus preços.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O impacto é sentido diretamente no custo dos insumos. Tanto o trigo, matéria-prima do pão, quanto a soja, base para o óleo de cozinha, são commodities com preços atrelados ao mercado internacional. Com a moeda norte-americana valorizada, os produtores são incentivados a exportar, o que reduz a oferta interna e, consequentemente, eleva os valores no mercado nacional.
Leia Mais
Como a alta do petróleo Brent afeta o seu bolso no dia a dia?
Dólar em alta: 5 produtos que podem ficar mais caros no supermercado
Preço mundial dos alimentos aumentou em fevereiro pela primeira vez em cinco meses
Por que o dólar afeta o preço do pão?
A relação entre o preço do trigo e o dólar é direta, pois grande parte do grão consumido no Brasil é importado ou tem seu preço balizado pela cotação internacional. Quando a moeda americana sobe, o custo de aquisição da matéria-prima aumenta para os moinhos, que repassam essa diferença para as padarias e supermercados.
Além disso, a alta do petróleo agrava o cenário ao encarecer o valor do frete. Em setembro de 2026, o barril de petróleo está cotado acima de US$ 90, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O diesel, combustível utilizado para transportar o trigo e a farinha por todo o país, tem seu preço diretamente influenciado por essa cotação. Esse aumento no custo logístico é somado ao preço final que chega ao consumidor.
Como a cadeia de custos funciona
O aumento que o consumidor percebe na gôndola é resultado de um efeito cascata que envolve várias etapas. Entenda os principais pontos que pressionam o preço final:
Matéria-prima dolarizada: o custo do trigo e da soja sobe para a indústria nacional quando o dólar se valoriza.
Combustível e frete: o aumento do petróleo encarece o diesel, elevando o custo do transporte desde o campo até o ponto de venda.
Insumos agrícolas: fertilizantes e defensivos, essenciais para a produção agrícola, também são majoritariamente importados e pagos em dólar.
Embalagens: o custo de materiais como o plástico, derivado do petróleo, também sobe e impacta o valor final do produto embalado.
Qual o impacto para restaurantes e lanchonetes?
Para os donos de estabelecimentos comerciais, o cenário é de alerta. O óleo de cozinha é um item fundamental, especialmente para negócios que trabalham com frituras. O aumento contínuo no preço do produto força um recálculo nos custos dos pratos, e muitos empresários já estudam como repassar essa alta sem afastar a clientela.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A pressão inflacionária sobre alimentos básicos reduz o poder de compra da população e desafia o controle de custos dos comerciantes. A alternativa para muitos tem sido a busca por fornecedores mais competitivos ou a adaptação do cardápio para minimizar as perdas.