IMPACTO FINANCEIRO

Lançamentos de 2026 já impactam preços de smartphones usados; o que fazer

Com anúncios de novos modelos previstos para este mês, donos de iPhones e Androids mais antigos ainda têm uma janela curta para minimizar perdas na revenda

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A chegada de novos smartphones ao mercado, especialmente os lançamentos da Apple, provoca um efeito imediato e previsível: a desvalorização dos modelos anteriores. Em setembro de 2026, o mercado brasileiro vive justamente esse momento de transição. Com eventos de lançamento marcados para as próximas semanas, proprietários de modelos de 2024 e 2025 enfrentam uma decisão urgente: vender agora com desvalorização moderada ou aguardar a queda mais acentuada pós-anúncios.

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Por que o preço do celular usado cai com novos lançamentos?

A queda de preço ocorre devido ao aumento súbito na oferta de aparelhos antigos no mercado e à percepção de que a tecnologia anterior ficou "ultrapassada". Com o anúncio de um novo modelo, muitos usuários vendem seus dispositivos atuais para financiar a compra do mais recente.

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Essa dinâmica cria um excesso de celulares seminovos disponíveis para venda. Ao mesmo tempo, o interesse dos compradores se volta para as novidades, reduzindo a demanda pelos aparelhos que, até então, eram os mais modernos. A lei da oferta e da procura age rapidamente, forçando os preços para baixo.

Qual o melhor momento para vender seu smartphone antigo?

Para quem está lendo esta matéria em setembro de 2026, a janela ideal para venda — entre julho e agosto — já passou. Nesse período, a demanda por aparelhos seminovos ainda estava em alta, antes do impacto dos novos anúncios.

No entanto, ainda há uma oportunidade para minimizar as perdas. O melhor a fazer agora é agir com urgência e anunciar o dispositivo nas próximas semanas, antes que os novos modelos cheguem oficialmente às lojas. A desvalorização se acentua drasticamente após os eventos de lançamento, que costumam ocorrer na segunda quinzena de setembro.

Caso não consiga vender a tempo, uma alternativa é esperar o mercado se estabilizar, entre novembro e dezembro. A procura por presentes de fim de ano pode reaquecer a demanda, mas é preciso aceitar um valor menor do que o praticado antes dos anúncios.

Como maximizar o valor de revenda do seu aparelho?

Algumas atitudes simples podem garantir que você consiga um valor maior pelo seu celular usado. A aparência e os acessórios contam muito na negociação. Aparelhos bem cuidados são vendidos mais rápido e por um preço melhor.

  • Mantenha o bom estado: Um dispositivo sem arranhões na tela ou na carcaça e com a bateria em boa condição tem maior valor de revenda. O uso de capas e películas protetoras desde o início é fundamental.

  • Guarde a embalagem original: Ter a caixa, o manual e os acessórios originais, como carregador e fones de ouvido, aumenta a percepção de cuidado e valoriza o produto.

  • Limpe e restaure o dispositivo: Antes de anunciar, faça um backup dos seus dados, remova suas contas e restaure o aparelho para as configurações de fábrica. Isso protege sua privacidade e entrega o celular "novo" para o próximo dono.

  • Pesquise em várias plataformas: Compare os preços de modelos iguais ao seu em diferentes sites de venda e programas de troca. Isso dá uma base realista de quanto pedir.

Quais modelos perdem mais valor?

De forma geral, smartphones com sistema Android tendem a desvalorizar mais rapidamente que os iPhones. Dados de mercado de setembro de 2026 confirmam essa tendência: aparelhos da Apple retêm entre 60% e 70% do seu valor original um ano após o lançamento, enquanto modelos Android de ponta retêm entre 40% e 50%.

Por exemplo, um iPhone 17 de 256 GB, lançado em 2025, sofreu uma depreciação de aproximadamente 33,4% em um ano. Em contrapartida, um Galaxy S25 de 128 GB, também de 2025, viu seu valor de revenda cair cerca de 62% no mesmo período. Mesmo dentro do ecossistema da Apple, modelos de entrada perdem valor mais rápido que as versões Pro, que atraem um público disposto a pagar mais por tecnologia de ponta, mesmo da geração anterior.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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