A Casas Bahia iniciou uma nova fase de reestruturação após registrar uma série de resultados negativos. A varejista fechou centenas de unidades e reduziu seu quadro de funcionários entre quinta e sexta-feira (13 e 14/8) como parte de um programa de corte de despesas.
O corte levou a empresa para a lista de termos mais buscados no Google Brasil. De acordo com o Google Trends, o aumento foi de mais de 100% nas últimas 24 horas.
Segundo informações do jornal "Valor Econômico", 298 lojas estão em processo de encerramento, o que corresponde a 28,7% do total de pouco mais de mil unidades no país. O número representa uma redução muito mais ampla do que os ajustes feitos nos últimos anos.
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A reestruturação também afeta o quadro de funcionários. Foram realizadas 600 demissões na quinta-feira e a previsão para sexta-feira era de outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos. O total de cortes representa entre 1,9 mil e 2 mil postos de trabalho, ou cerca de 6,7% da força de trabalho da companhia.
Razão da crise
A medida drástica de redução de custos ocorre em meio a uma delicada situação financeira. Nos três primeiros meses de 2026, a Casas Bahia registrou um prejuízo de 1,064 bilhão de reais, um aumento significativo em relação à perda de 408 milhões de reais no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o prejuízo consolidado foi de quase 3 bilhões de reais.
As despesas financeiras são um dos principais pontos de pressão. No primeiro trimestre, o resultado financeiro líquido foi negativo em 1,171 bilhão de reais, impactado por um cenário de juros altos. Ao mesmo tempo, o elevado endividamento das famílias limita o consumo e dificulta a recuperação das vendas.
Digital cresce enquanto rede física encolhe
Apesar da crise, alguns indicadores operacionais mostram evolução. A receita bruta consolidada cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2026, atingindo 8,8 bilhões de reais. Já o lucro bruto avançou 6,5%, para 2,247 bilhões de reais.
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O comércio eletrônico é a principal força por trás desse desempenho. O volume bruto de mercadorias no e-commerce teve alta de 14,6%, acumulando seis trimestres seguidos de crescimento. Enquanto isso, a operação física perde espaço. Ao fim de 2025, o grupo possuía 1.042 lojas das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, contra 1.078 em 2023.
Os custos da reestruturação, no entanto, podem pesar no curto prazo. Fechamentos de lojas e demissões geram despesas iniciais antes que a economia com a estrutura menor seja percebida. A companhia adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre e deve apresentar mais detalhes sobre o plano nos próximos dias.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
