Rotatividade de trabalhadores do comércio tem estabilidade no 1º semestre
Estudo da Fecomércio MG mostra que rotatividade no primeiro semestre de 2026 teve pequena queda em relação ao ano anterior, mas situação ainda é crítica
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A rotatividade de trabalhadores no comércio de Minas Gerais se mostrou relativamente estável na comparação do primeiro semestre de 2026 com o mesmo período do ano passado, com pequena tendência de queda.
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Enquanto a taxa média mensal nos períodos passou de 5,24% para 5,21%, o acumulado do primeiro semestre recuou de 32,18% para 31,79% em 2026. A análise é da Fecomércio MG (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais), baseada em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Esses percentuais acumulado dos semestres, na casa dos 32%, significam que praticamente um terço do estoque médio de trabalhadores do setor foi substituído nesses períodos. Na avaliação da Fecomércio MG, isso demonstra que a rotatividade continua sendo um dos principais desafios para a produtividade e para a gestão de pessoas no setor comercial.
Já a pequena redução observada no primeiro semestre de 2026 foi explicada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG por um maior esforço das empresas para a retenção de trabalhadores em um ambiente de custos crescentes de recrutamento e treinamento.
Observando o primeiro semestre de 2026, a rotatividade começou o ano em 4,96%, avançou para 5,31% em fevereiro e atingiu 5,77% em março, maior nível registrado no semestre. A partir de abril, iniciou uma trajetória de queda, passando para 5,27% naquele mês, 5,08% em maio e chegando a 4,88% em junho.
“Os dados mostram dois movimentos distintos. No primeiro trimestre, o comércio absorveu os ajustes naturais depois do período de contratações temporárias do fim do ano. A partir de abril, observamos uma redução contínua do turnover (a taxa que mede a rotatividade de funcionários de uma empresa), indicando maior estabilidade nas equipes. Isso é relevante para as empresas porque a permanência dos profissionais contribui para preservar conhecimento, experiência e produtividade”, avalia Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG.
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Assim, os meses de janeiro, fevereiro e março costumam concentrar maior mobilidade ocupacional, com trabalhadores em busca de novas oportunidades e empresas readequando seus quadros às perspectivas de vendas e atividade econômica.
Já o movimento de queda a partir de abril coincide com um período importante para o varejo, que são as vendas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, fundamentais para sustentar a atividade, e que podem ter contribuído para que empresas mantivessem profissionais já treinados, evitando novos custos de recrutamento e adaptação.
“Quando uma empresa consegue manter uma equipe que já conhece os processos, os produtos e o perfil dos clientes, ela reduz o tempo e os custos envolvidos na reposição de trabalhadores. Em um setor como o comércio, no qual a experiência do profissional tem impacto direto no atendimento, essa estabilidade pode fazer diferença na operação”, avaliou a economista Fernanda Gonçalves.