Fiemg avalia que socorro do governo pode mitigar tarifaço, mas pede cautela
Entidade defendeu que o governo "mantenha o caminho da diplomacia e da negociação". Governo abriu R$ 18,5 bi em linhas de crédito
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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) publicou uma nota nesta quarta-feira (22/7) em que avalia o impacto do “socorro” oferecido pelo governo federal para conter os efeitos do tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros.
Para a entidade, a ação “pode contribuir para mitigar os impactos enfrentados pelas empresas afetadas”, mas "será necessário acompanhar a reação de cada setor às novas condições comerciais”.
O tarifaço começou a ser aplicado hoje e o governo logo divulgou a disponibilização de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito para empresas afetadas, em uma terceira etapa do Plano Brasil Soberano. Mais R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Posicionamento da Fiemg
“Ainda não é possível avaliar se o volume anunciado e as condições de acesso aos recursos serão suficientes diante da dimensão dos impactos e da demanda das empresas elegíveis”, analisou a Fiemg. Os recursos também contemplam setores estratégicos e empresas exportadoras impactadas pela instabilidade no Golfo Pérsico em meio à Guerra do Irã.
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E emendou: “Também será preciso analisar a capacidade das empresas de diversificar seus mercados de destino, assim como a possibilidade de absorção, pelo mercado interno ou por outros países, das mercadorias anteriormente exportadas para os Estados Unidos”.
Por fim, a Fiemg defendeu que o governo “mantenha o caminho da diplomacia e da negociação” para reverter ou mitigar as tarifas. “O momento exige diálogo, previsibilidade e a adoção de medidas capazes de preservar a competitividade, os investimentos, a produção e os empregos da indústria brasileira”.
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Até o final desta semana deve ser concluída uma nova investigação realizada pelo governo americano que pode impor uma tarifa adicional de 12,5% ao Brasil, por acusação de “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.