Junho de 2026

Inflação em BH avança 1,29% 'puxada' pelos planos de saúde e conta de luz

De acordo com a Fundação Ipead, preços da alimentação em restaurantes e da gasolina comum também contribuíram para aumentar o índice em junho

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A inflação em Belo Horizonte, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), avançou 1,29% no mês de junho. Foi uma forte aceleração em relação ao mês anterior, quando a Fundação Ipead (Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais) apurou uma alta de 0,28%.

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O IPCA-BH acumulado de 2026, de janeiro a junho, está em 3,42%. De acordo com Eduardo Antunes, gerente de Pesquisa da Fundação Ipead, o valor ficou 0,30 ponto percentual (p.p.) abaixo do acumulado no mesmo período de 2025. Já o índice acumulado nos últimos 12 meses na capital é de 4,23%, praticamente 2p.p. abaixo do mesmo período referente a junho de 2025, quando ele somava 6,16%.

 



Os principais produtos que contribuíram para a disparada da inflação em junho foram o plano de saúde individual, com alta de 5,11%; o automóvel novo, com elevação de 3,94%; a tarifa de energia elétrica residencial, que cresceu 5,16%; a gasolina comum, com acréscimo de 4,10%; e as excursões turísticas, majoradas em 4,51%.

Na análise de Eduardo Antunes, a inflação decorrente dos reajustes dos planos de saúde e da tarifa de energia elétrica já eram esperadas para o mês de junho, mas as demais chegaram de surpresa. “Mesmo com o conflito no Irã, em maio a gasolina comum foi um dos produtos que ajudaram a conter a inflação. Com a alta volatilidade, em junho ela já puxou o índice para cima”, afirmou o gerente de Pesquisa da Fundação Ipead.

Ele também estranhou a alta das excursões em junho, o que geralmente é esperado para julho, mês das férias do meio do ano. Para Eduardo, fatores como a Copa do Mundo e o preço da gasolina de aviação podem ter influenciado essa alta.

O custo da alimentação também tem pesado no bolso dos belo-horizontinos, com alta de 0,46% em junho. Mas, ao analisar os subgrupos, a alimentação fora da residência subiu 1,03%, puxada pela alimentação em restaurante (+1,2%), já que as bebidas em bares e restaurantes registraram queda (-0,62%). Neste grupo, ainda contribuíram para baixar a inflação de junho os alimentos in natura (-1,07%) e os industrializados (-0,27%). Já os alimentos de elaboração primária, como as carnes, tiveram alta de 0,83%.

Na contramão, os principais produtos que ajudaram a reduzir o IPCA-BH de junho foram o vidro (-14,71%), o café, (-7,18%); o jornal diário (-14,37%), a passagem aérea (-7,34%) e os móveis para o quarto (-1,85%).

IPCR-BH

Já o Índice de Preços ao Consumidor Restrito de Belo Horizonte (IPCR-BH), que mede o impacto da inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos, avançou 1,16% em junho. Também houve um salto em relação a maio, quando a Fundação Ipead aferiu um aumento de 0,36%.

De acordo com Eduardo Antunes, no caso do IPCR-BH, a cesta dos principais produtos que contribuíram para o aumento da inflação é bem parecida com a do IPCA-BH, mas o peso de cada um para compor o índice é diferente.

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Nesse recorte de renda, os itens que mais pesaram no bolso foram, nessa ordem, foram a tarifa de energia elétrica, a gasolina comum, o plano de saúde individual, o automóvel novo e conserto do automóvel (+4,7%). Já a cesta de produtos que ajudou a reduzir o IPCR-BH é encabeçada pelo pó de café.

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