Plano Safra 26/27 para a agricultura empresarial soma R$ 525,1 bi
Um dos destaque do Plano Safra 26/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial, variando entre 8% e 12,5% ao ano
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O Plano Safra 2025/2026 voltado para a agricultura empresarial soma R$ 525,1 bilhões em crédito. Trata-se de uma evolução de apenas 1,7% em relação à safra anterior, quando foram disponibilizados R$ 516,2 bilhões. A iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.
Da quantia reservada para esta safra, R$ 384,9 bilhões são destinadas ao custeio e comercialização, com recursos para a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. Trata-se de uma redução de 29,8 bi em relação à última safra (7,2% a menos), quando R$ 414,7 bilhões foram disponibilizados para esta finalidade.
Os R$ 140,2 bilhões restantes são destinados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais. Aqui houve um aumento em relação à última safra, quando R$ 101,5 bilhões foram usados para esta finalidade, acréscimo de R$ 28,7 bi (ou 27,6%).
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Juros menores
Um dos destaque do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. Os programas terão alíquotas entre 8% e 12,5% ao ano, contra as taxas de 8,5% a 14% aplicadas na temporada anterior.
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), voltado aos médios produtores, terá taxa máxima de juros de 9% ao ano, com volume previsto de R$ 72,6 bilhões. Na safra anterior, essa taxa era de 10%. A tarifa de custeio dos grandes produtores também caiu de 14% para 12,5% ao ano.
O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), para investimento em armazenagem, tem juros de 8% para projetos com capacidade até 12 mil toneladas e de 9,5% para os de capacidade superior.
O RenovAgro, voltado para os investimentos em tecnologias e práticas de produção sustentáveis, passou de 10% para 9,5%. As únicas linhas que não tiveram a alíquota reduzida foram as do RenovAgro Ambiental e da Recuperação e Conversão de Pastagens, destinada à recuperação de áreas degradadas, ambas mantidas em 8,5%.
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O Inovagro, voltado à adoção de inovação tecnológica nas propriedades rurais, o Proirriga, para a implantação e modernização de sistemas de irrigação, o Investimento Empresarial e do Moderfrota Pronamp, destinado à aquisição de máquinas e equipamentos por médios produtores, tiveram redução de alíquota de 12,5% para 11,5%.
No Moderfrota, para financiamento de máquinas agrícolas para os grandes produtores, a taxa foi reduzida de 13,5% para 12,5%. Nas linhas de crédito destinada às cooperativas agropecuárias - o Prodecoop, para modernização e desenvolvimento, e o Procap-Agro, para capital de giro e capitalização - os juros passaram de 13,5% para 12%.