ATENÇÃO, MOTORISTAS

Litro do etanol tem variação de 50% nos postos de BH e Região Metropolitana

Pesquisa mostra que o etanol ficou mais vantajoso em relação à gasolina e o custo por quilômetro rodado caiu para R$ 0,47

Publicidade
Carregando...

Motoristas de Belo Horizonte e das cidades de Contagem, Betim, Ibirité, Santa Luzia e Nova Lima, na Região Metropolitana, se deparam, neste mês de junho, com uma variação que chega a 50% no preço do etanol e de 21% no preço da gasolina entre os 198 postos espalhados pela cidade. É o que mostra um levantamento feito pelo site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta, realizado entre os dias 25 e 27 de junho de 2026 e divulgado nesta segunda-feira (29/6). Ainda segundo a pesquisa, houve um aumento pouco expressivo do preço dos combustíveis em relação ao último mês. Apesar do pouco aumento, economista ouvido pelo Estado de Minas afirma que variação provoca um "sinal de alerta".

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

De acordo com a pesquisa, o litro do etanol foi registrado com preços entre R$ 3,29 e R$ 4,96, com uma média de preço em R$ 4,03. O cenário mostra uma média de preço que aumentou 0,43%, ou 2 centavos, se comparada à pesquisa anterior, realizada há duas semanas e divulgada em 10 de junho.

Uma análise de preço no site do MercadoMineiro mostra que o preço mais alto do etanol foi encontrado no Posto Ale - Alto Sion, no bairro Mangabeiras da capital, enquanto o mais baixo foi achado no Posto Dubai - Pedro II, na avenida de mesmo nome no bairro Carlos Prates, também em BH.

Já o litro da gasolina comum foi encontrado entre R$ 5,67 e R$ 6,89. Na comparação com o levantamento anterior, houve aumento de 1,03% no preço médio atual, que passou de R$ 6,05 para R$ 6,11.

Segundo o levantamento, o preço mais alto da gasolina comum foi o praticado pelos postos Fernanda, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, e o Belvedere - Ipiranga, no bairro Belvedere, de BH. Já os postos Paulistinha - Shell, no bairro Carlos Prates, e o Marte Shell Sete, no Concórdia, registraram os menores preços.

Como terceiro combustível principal, o diesel S10 apresentou variação de 21,93%, com preços entre R$ 6,52 e R$ 7,95. Apesar da grande diferença entre postos, não foi constatada alteração expressiva com a última pesquisa, que havia registrado a média de preço de R$ 6,92. Na nova rodada de levantamento, o preço médio é de R$ 6,89, apresentando uma redução de 3 centavos ou 0,39%.

Ainda conforme a pesquisa, o preço mais alto do diesel foi achado no posto REM - BR - Barro Preto, no Centro de BH. Já o mais baixo foi encontrado no posto Nortesul Niquelina - Ipiranga, no bairro Santa Efigênia.

Segundo o instituto de pesquisa, a relação atual entre o preço médio do etanol e o da gasolina está em 66%. Pelo cálculo de eficiência, que aponta o etanol como vantajoso quando custa até 70% do valor da gasolina, o etanol é a opção mais viável economicamente para os motoristas no momento.

O novo cenário levantado aponta uma vantagem maior para o bolso do motorista se comprar o etanol, quando comparado com a pesquisa anterior. Naquele período, a diferença era mínima, com o custo por quilômetro rodado estimado em R$ 0,54 para a gasolina e R$ 0,53 para o etanol. Agora, o gasto com a gasolina caiu apenas um centavo, para R$ 0,53, enquanto o custo por quilômetro rodado com o etanol diminuiu mais, chegando a R$ 0,47.

“Sinal de alerta”

Para o economista Feliciano Abreu, do MercadoMineiro, o aumento de pouco mais de 1% no preço médio da gasolina, que passou para R$ 6,11, acende um "sinal de alerta". Em conversa com o EM, ele explicou que o combustível vinha apresentando uma tendência de queda, impulsionada pela redução nos preços do etanol, uma vez que os valores costumam se autorregular nos postos para manter a competitividade nas vendas, e o aumento na média vai na contramão deste movimento.

O economista relembrou o impacto sofrido pelos consumidores no início do ano, quando os conflitos envolvendo Irã e Israel, no Oriente Médio, inflacionaram o mercado. De acordo com Abreu, houve uma forte especulação na época por conta da guerra, o que levou as distribuidoras de combustíveis a repassarem reajustes para os postos antes mesmo que o aumento do petróleo chegasse de fato ao país.

"Foi um escândalo assim, porque quando você vê que o preço aumentou sem motivo, como aumentou agora, a gente já fica com trauma de ser especulação", afirmou. Ele disse que, durante o período, que ele considerou crítico, a alta injustificada fez com que os Procons estaduais (Programas de Proteção e Defesa do Consumidor) e o governo federal recomendassem fiscalizações, chegando ao ponto de postos em Belo Horizonte comercializarem a gasolina acima de R$ 7, valores que depois recuaram por causa da repercussão negativa. "Eles viram que ninguém foi pra cima de R$ 7, tiveram que reduzir, porque pegou muito mal", comentou.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A grande preocupação do especialista é que o cenário de reajustes sem justificativa real volte a se repetir: "A gente fica com medo de ter novos aumentos aí, sendo que, em virtude da guerra, o barril do petróleo já está com a situação controlada". Ainda segundo Feliciano, embora variações de centavos pareçam pequenas para o consumidor à primeira vista, o impacto é significativo quando calculados a porcentagem e o volume total movimentado pelo mercado.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay