Festas juninas prometem aquecer o varejo alimentício de Minas Gerais
Cerca de 87% das empresas de gêneros alimentícios do estado afirmaram que recebem impactos positivos das festas juninas
compartilhe
SIGA
Para além das quadrilhas e brincadeiras, parece que é o estômago o que mais atrai os mineiros para as tradicionais festas juninas. Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (9/6) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG) revelou que a data tem um impacto positivo em 87% do varejo de gêneros alimentícios do estado.
Leia Mais
Para 2026, a expectativa desse setor é positiva: 48,4% dos empresários acreditam que as vendas deste período serão melhores que no ano anterior; 41% esperam um desempenho semelhante ao de 2025; enquanto apenas 10,1% projetam resultados inferiores.
A justificativa principal dos empresários para esta confiança é subjetiva: 50,2% apostam no simples “otimismo” para a expectativa de crescimento das vendas, enquanto a relevância da data para o comércio foi mencionada por 22,9% dos entrevistados. Já entre os pessimistas, os altos preços dos produtos aparecem como a principal preocupação (35,1%), seguida pela queda nas vendas (27%) e crise econômica (24,3%).
"Além de seu valor cultural, a festa junina tem se consolidado como uma oportunidade estratégica para o varejo alimentício. Os empresários enxergam na data uma ocasião para ampliar vendas, fortalecer o relacionamento com os clientes e explorar produtos que possuem forte apelo junto às famílias mineiras", avaliou Gabriela Filipe Martins, economista da Fecomércio-MG.
Entre os produtos mais procurados pelos comerciantes para reforçar o estoque estão itens que tradicionalmente compõem o cardápio das comemorações juninas:
- Canjica: 62,3%
- Amendoim: 60,1%
- Milho: 34,4%
- Pipoca: 31,5%
- Doces: 17,6%
- Carnes: 15,8%
- Bebidas: 13,6%
O estudo da Fecomércio aponta que 62% das empresas já realizaram os investimentos necessários para atender à demanda do período e outras 12,2% ainda pretendiam investir até o início das festividades. O movimento das festas juninas tende a ser maior na segunda quinzena do mês, quando serão comemorados os dias de São João (24/6) e São Pedro (29/6). "Os investimentos antecipados indicam a confiança do setor”, afirma a economista.
Diversão à vista
O tiquete médio esperado por consumidor concentra-se nas faixas de R$ 70 a R$ 100 (26,2%) e de R$ 100 a R$ 200 (18,8%). O Pix deverá ser o principal meio de pagamento durante o período, citado por 32,2% dos empresários, seguido por cartão de débito à vista (24,4%), cartão de crédito à vista (19,4%), cartão de crédito parcelado (18,9%) e dinheiro (4,4%).
Entre as estratégias de divulgação, 73,4% dos empresários pretendem investir em ações promocionais para atrair consumidores. O Instagram lidera como principal canal de comunicação, utilizado por 82,3% dos estabelecimentos, seguido pelo WhatsApp, mencionado por 47,9%.
"O consumidor está cada vez mais conectado e busca praticidade. As redes sociais e os aplicativos de mensagens se tornaram ferramentas importantes para divulgar ofertas, apresentar produtos e fortalecer a presença das marcas junto ao público", destaca Gabriela.
Embora 63,9% das empresas ainda não realizem vendas pela internet, aquelas que atuam nesse formato apostam fortemente no WhatsApp, utilizado por 77,1% dos negócios digitais, consolidando a ferramenta como um dos principais canais de relacionamento e comercialização para o segmento alimentício.
"As festas juninas movimentam a economia local, fortalecem pequenos e médios negócios e estimulam o consumo de produtos que fazem parte da identidade cultural dos mineiros. Os números mostram que o empresariado está confiante e disposto a aproveitar esse momento para ampliar receitas e fidelizar clientes", concluiu a economista da Fecomércio-MG.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 27 de maio de 2026 com 402 empresas do segmento alimentício distribuídas por todas as regiões de planejamento de Minas Gerais.