Usiminas comemora antidumping contra China e alta no lucro do trimestre
Resultados mostram avanços nos principais indicadores, alcançados pela melhoria do mix de produtos, na redução de custos e no fortalecimento da competitividade
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A Usiminas fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 896 milhões, um crescimento de 596% em relação ao trimestre anterior (R$ 129 milhões) e aumento de 166% na comparação ao mesmo período do ano passado (R$ 337 milhões).
Divulgados nesta sexta-feira (24/4), na avaliação da siderúrgica os resultados do período mostram avanços nos principais indicadores, alcançados principalmente em função da melhoria do mix de produtos, da redução de custos e do fortalecimento da competitividade.
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“Estamos trabalhando fortemente para melhorar o retorno para os nossos stakeholders, por meio da busca contínua por eficiência operacional, disciplina na alocação de capital, otimização do mix de produtos e fortalecimento das relações comerciais. Seguimos confiantes na capacidade do nosso time de capturar as oportunidades geradas pelo novo cenário competitivo e entregar resultados cada vez mais consistentes”, analisou Marcelo Chara, presidente da Usiminas.
A previsão de Chara para os próximos trimestres é de que o cenário se torne desafiador, sobretudo pelos efeitos adversos da Guerra do Irã na economia global e brasileira, com o aumento expressivo nos preços do petróleo e do gás natural, o crescimento da inflação, a queda mais lenta das taxas de juros e o risco de disrupção nas cadeias de suprimentos, em particular no transporte marítimo de mercadorias.
“Apesar deste cenário complexo, para o próximo trimestre temos uma expectativa de resultados operacionais consolidados relativamente estáveis. Na Siderurgia, o volume de vendas deve permanecer no mesmo patamar, mantendo-se a dinâmica positiva no segmento automotivo e desafiadora nos segmentos comerciais, pelo alto nível de importação observado no primeiro trimestre de 2026. Na Mineração, esperamos recuperação no volume de vendas e aumento dos custos logísticos, pelos maiores preços do diesel e do frete marítimo”, sinalizou o presidente da Usiminas.
Antidumping
Na visão da Usiminas, a aplicação de direitos antidumping sobre as importações de aços laminados a frio e de aços revestidos pelo governo brasileiro, em fevereiro, provocou uma mudança na dinâmica comercial do aço no Brasil. “Essas ações começaram a alterar o ambiente competitivo, sinalizando maior defesa à indústria doméstica frente a práticas comerciais desleais”, escreveu a siderúrgica em seu informe.
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Ainda está em fase final a investigação de dumping sobre laminados a quente da China. “Estamos confiantes com a finalização dentro da data divulgada de julho de 2026. É importante dar seguimento às medidas de defesa comercial contra práticas desleais, considerando que essas medidas são complementares, uma vez que o antidumping é exclusivo da China, mas já há importações de aços a preços subsidiados de outros países da Ásia”, completou Chara.