Anglo American: lucro bruto das operações no Brasil cresce 6% em 2025
Sistema Minas-Rio encerrou o ano com produção de 24,8 milhões de toneladas de minério de ferro premium; cerca de 1 milhão de toneladas acima do planejado
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A Anglo American divulgou nesta sexta-feira (20/2) seus resultados operacionais e financeiros consolidados de 2025, incluindo as operações no Brasil. O Sistema Minas-Rio encerrou o ano com produção de 24,8 milhões de toneladas de minério de ferro premium, cerca de 1 milhão de toneladas acima do planejado. O resultado é atribuído à estabilidade operacional ao longo do período.
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O desempenho operacional refletiu-se no resultado financeiro. O lucro bruto (EBITDA) alcançou US$ 1,137 bilhão, alta de 6% em comparação aos US$ 1,074 bilhão registrados em 2024. Segundo a companhia, o avanço foi impulsionado principalmente pela elevação dos preços do minério de ferro no período.
As despesas com investimentos de capital somaram US$ 603 milhões em 2025, aumento de 44% frente aos US$ 418 milhões do ano anterior. Os aportes foram destinados, sobretudo, à conclusão da planta de filtragem de rejeitos e à substituição planejada de equipamentos na operação.
“O comprometimento das nossas pessoas com a segurança e com a busca contínua da excelência operacional, aliado a planos de produção robustos e consistentes, foi essencial para garantir o volume e a qualidade do nosso minério. Esses fatores se refletiram na ótima performance do Minas-Rio em 2025”, analisou Ana Sanches, presidente da Anglo American no Brasil.
Para os anos de 2026 e 2027, a estimativa de produção no Sistema Minas-Rio está entre 24 milhões e 26 milhões de toneladas por ano. “Seguimos com foco em uma mineração cada vez mais segura e responsável, que busca deixar um legado positivo e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde estamos presentes”, completa Sanches.
No campo das metas de sustentabilidade, o Sistema Minas-Rio avançou com a aquisição de áreas para a formação de um corredor ecológico no entorno da operação. A empresa detém mais de 27 mil hectares de vegetação nativa preservada nos biomas Cerrado e Mata Atlântica, como parte de sua estratégia de compensação florestal e promoção da conectividade ambiental.
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No segmento de níquel, atualmente em processo de venda, a produção somou 39,7 mil toneladas em 2025, contra 39,4 mil toneladas no ano anterior, classificada como estabilidade operacional. No entanto, o lucro bruto (EBITDA) caiu para US$ 6 milhões, frente aos US$ 108 milhões apurados em 2024, impactado por menores preços realizados e maiores provisões para reabilitação.
A companhia também informou que a fusão entre a Anglo American e a Teck para formar a Anglo Teck continua avançando. A ideia é criar uma líder global em minerais críticos. “Esse acordo é decisivo para o futuro da nossa empresa e tenho convicção de que as pessoas serão um pilar central dessa transformação – pela colaboração, pela prática dos nossos valores e pela forma como lideramos e cuidamos uns dos outros. Seguimos focados na excelência, com disciplina e responsabilidade, contribuindo para o futuro da mineração”, disse a presidente da Anglo American no Brasil.