PEGADA DE CARBONO

Vale pretende aumentar parcela de biodiesel nos caminhões próprios

Mineradora considera a prática para atender metas de descarbonização apresentadas na COP28

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A Vale pretende aumentar a quantidade de biodiesel e etanol no combustível da frota de caminhões. É estudada a possibilidade de uma parcela de 25% na mistura, como uma forma de atender às metas de descarbonização do país apresentadas na 28ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP28). 

O aumento desse percentual já vem sendo discutido no Senado pelo Projeto de Lei (PL) do Combustível do Futuro, de número 528/2020. A proposição, de iniciativa do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) e já aprovada na Câmara dos Deputados, cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano, além de aumentar a porcentagem de etanol e biodiesel na gasolina e diesel.  


No entanto, a mineradora estuda a antecipação dessa porcentagem nos caminhões. De acordo com Ludmila Nascimento, diretora de energia e descarbonização da mineradora, os estudos ainda devem durar nove meses. 

Ela considera que são necessários testes para entender o impacto nos motores da nova composição de combustível. “No caso do etanol, estamos estudando o retrofit [adaptação do motor] dos caminhões para serem híbridos, de etanol e diesel”, afirmou a diretora da Vale. 

O aumento de biodiesel não é a única alternativa para uma menor emissão de carbono. A executiva informou que a mineradora estuda a possibilidade do uso de caminhões elétricos, considerando como uma outra forma rápida e fácil de descarbonizar as operações: “Como o biodiesel já existe, é mais simples aumentar a mistura do que adaptar a operação ou os caminhões em si”, concluiu. 

Metas de descarbonização 

As metas consideradas pela Vale foram apresentadas pelo Brasil na COP28 entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro de 2023, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O evento reuniu representantes de cerca de 200 países e foi palco de discussões sobre o Acordo de Paris, no qual as nações se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global. 

De acordo com o assessor especial do ministro da Fazenda, Rafael Ramalho, o país se comprometeu a reduzir 53% das emissões dos gases do efeito estufa até 2030, em relação aos dados de 2005. Para isso, o Ministério da Fazenda realiza o Plano de Transformação Ecológica, que diminui a emissão de carbono, promove o crescimento econômico e o adensamento tecnológico do setor produtivo. 

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