Uma pesquisa desenvolvida pela professora da Faculdade Unimed, Adriana de Melo Ferreira, pela cientista social Valéria de Melo Ferreira, e publicada no periódico oficial do 3º Congresso Mundial de Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa (WCTCIM), coloca em evidência um tema profundamente enraizado na cultura brasileira: a benzeção.
O estudo investigou como benzedeiras, pacientes, médicos e representantes religiosos enxergam a prática, tradicionalmente associada à fé popular e ao acolhimento espiritual. Os resultados apontam que, embora não substitua tratamentos médicos convencionais, a benzeção é percebida por muitos participantes como uma importante ferramenta de apoio emocional, conforto e fortalecimento do bem-estar.
A pesquisa ouviu benzedeiras da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de pessoas que recorrem ao ritual, profissionais de saúde e representantes da Igreja Católica. Entre os achados, destaca-se a percepção crescente de que espiritualidade e saúde podem coexistir de forma complementar, ampliando a compreensão sobre o cuidado integral ao paciente.
O trabalho ganha relevância em um contexto no qual organismos internacionais e instituições de saúde vêm discutindo cada vez mais a influência de fatores emocionais, culturais e espirituais na qualidade de vida e na adesão aos tratamentos.
Segundo a coordenadora da pesquisa, professora Adriana de Melo Ferreira, a publicação internacional demonstra que práticas tradicionais brasileiras podem contribuir para reflexões globais sobre modelos mais humanizados de assistência. "A benzeção faz parte da identidade cultural de muitas comunidades e continua presente na vida de milhares de brasileiros. Nosso estudo buscou compreender esse fenômeno a partir de diferentes perspectivas, respeitando tanto os saberes populares quanto o conhecimento científico", afirma.
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A pesquisa foi desenvolvida com a participação de estudantes da graduação da Faculdade Unimed e integra uma linha de investigação voltada às práticas integrativas e complementares em saúde.
