O nome não é mais o mesmo. O público também mudou ao longo do tempo. Mas o cardápio segue fiel à proposta que deu fama ao bar e restaurante. Completando 33 anos de atividades, o antigo Barbazul, hoje O Barba, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, continua conquistando clientes a cada dia, oferecendo pratos e tira-gostos deliciosos. Atualmente, a casa é focada no público 50+.
Fundador e proprietário do Barba, o chef José Márcio Ferreira, o Marcinho, é natural da cidade de Oratórios, na Zona da Mata mineira, onde residia e trabalhava como lavrador. Ele conta que iniciou no ramo gastronômico por necessidade. “Sou o filho mais velho de cinco irmãos. Trabalhava na roça ou na cozinha para que meus irmãos e minha mãe pudessem trabalhar. E foi dessa forma que tomei gosto pela gastronomia."
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Marcinho conta que veio do interior em 1988 para trabalhar em uma lanchonete na Rua do Ouro, Bairro Serra, Região Centro-Sul, chamada Kentucky, a convite do conterrâneo Celso. “Foi ele quem me trouxe para BH, porém, vim para o atual endereço em 1990, tornando-me sócio-proprietário do Barbazul", relembra.
Tudo começou mesmo quando um amigo de nome Oziel, que tinha uma casa de baterias automotivas ao lado do atual endereço, na Avenida Getúlio Vargas, soube que a Kentucky havia fechado, em 1993, e que Marcinho estava desempregado.
Um dos sucessos do bar O Barba é o prato-feito Pirata, que combina arroz, feijão, salada, bife, ovo e batata
“Ele ficou sabendo do meu trabalho e acabou me convidando para montarmos uma sociedade. Foi aí que, em 1993, nasceu o Barbazul”, conta. “Esse nome surgiu porque, como o Oziel havia se casado mais tarde, acabou ganhando dos amigos o apelido de Barbazul."
Mudanças ao longo dos anos
Em 2018, Marcinho decidiu se aposentar, pretendendo deixar o Barbazul somente para a realização de eventos. “Foi então que passei o estabelecimento para meu filho Samuel. Aí, o nome mudou para O Novo Barba, porém, com a chegada da pandemia, muita coisa mudou. E como muitos clientes sempre diziam ‘Vamos lá no Barba!’, pensei, então, nem Barbazul e muito menos Novo Barba, simplesmente O Barba, e assim ficou até hoje.”
O empresário e chef ressalta que, atualmente, o conceito da casa é focado no público 50+. “Aliás, essa opção não foi minha, o público é que foi envelhecendo junto com o bar. Cada vez mais um cliente foi chamando outro e eles foram aparecendo cada vez mais. E fui adaptando o bar ao máximo para poder atender a todos", explica, deixando claro que não exclui nenhuma faixa etária. "O nosso ambiente é familiar e a ideia é manter esse público, naturalmente, tentando trazer clientes de todas as idades, pensando também no futuro."
De petiscos a prato-feito
O cardápio começou misturando referências de bares nos quais Marcinho já trabalhou. Depois, elefoi fazer cursos para aprimorar o conhecimento na área, aproveitando sua paixão pela gastronomia. As opções hoje são bastante variadas, comdiversos tipos de sanduíches e porções, além de pratos quentes, cervejas, drinques, refrigerantes e sucos.
Um dos sucessos é o prato-feito Pirata (prato feito), que leva o símbolo do bar. A combinação de arroz, feijão, salada, bife, ovo e batata pode ser servida em dois tamanhos, sendo que o cliente pode optar por bife de boi, frango ou peixe. Os preços variam de R$ 35,90 (mini) a R$ 39,90 (normal).
Entre os tira-gostos mais tradicionais de O Barba, está o bolinho de mandioca com carne seca e catupiri
"Servimos diariamente o tradicional PF do Pirata e temos também o PF de tilápia, dois dos carros-chefes do bar”, avisa Marcinho, referindo-se também ao prato com arroz, purê de batatas, filé de peixe à milanesa e salada (R$ 35,90). “Outra opção é a tradicional feijoada, servida às sextas e sábados, ao preço de R$ 41,90.
Entre os tira-gostos mais tradicionais, está o pernil, servido às terças e sextas-feiras, com a porção inteira custando R$ 79,90 e a meia porção a R$ 45,90. A fraldinha custa R$ 105,90 e o torresmo de barriga R$ 89,90 (porção inteira) e R$ 59,90 (meia-porção).
Marcinho explica que o bar oferece também entradas como pastéis de carne ou queijo (R$ 41,90 a porção) e o bolinho de mandioca com carne seca e catupiri (R$ 43,90 - 10 unidades). A casa ainda conta com uma variada carta de vinhos e diversos tipos de drinques, entre eles a tradicional caipirinha (R$ 18,90) e o Brasileirinho, com cachaça, limão, manjericão e hortelã (R$ 21,90).
Lugar de encontro de músicos
O Barba hoje se tornou também um ponto de encontro de músicos. “Estamos às segundas-feiras, com o projeto ‘Segunda Sem Lei’, comandado pelo cantor e tecladista Will Motta, além de música ao vivo também nas terças, quintas e sábados. Não temos nas quartas-feiras, por causa do futebol e às sextas, porque já se tornou um dia tradicional sem música ao vivo”, justifica Marcinho.
Ampliar sem perder a essência
Marcinho chegou a ter outros restaurantes e garante que é preciso muita dedicação para vencer no ramo. “Tem que gostar, entender de gastronomia, além de não se preocupar com a carga horária de trabalho.”
Ele revela que tem a pretensão de ampliar O Barba quando for oportuno. Para manter um bar tradicional nos dias de hoje, Marcinho esclarece que é preciso manter a essência. “Nunca se acomodar e buscar sempre o novo.”
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Serviço
O Barba
- Avenida Getúlio Vargas, 216, Funcionários
- (31) 2535-3527
- Segunda a sexta, das 11h00 às 15h e das 17hà 00h
- Sábado, das 11h à 00h
- @barbazulbh
