O Dia Nacional da Cachaça é celebrado neste domingo (13/9), e a bebida tradicional já virou uma marca do país. O que muitos não sabem é que é possível fazer experimentações com a bebida. A madeira onde a cachaça é armazenada influencia diretamente seu paladar e perfil. O tipo de material, o tempo de contato e as condições de armazenamento podem alterar a cor, o aroma e o sabor.
Conheça 10 espécies brasileiras usadas no envelhecimento do destilado e os pratos ideais para harmonizar com cada versão.
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Guia de harmonização da cachaça
Amendoim: considerada uma madeira "neutra", diminui a acidez e amacia o destilado sem alterar drasticamente a cor ou o sabor da cana-de-açúcar. É uma boa opção para coquetelaria e harmoniza com frango assado, carne suína, castanhas, queijos semiduros e sobremesas de chocolate ou caramelo.
Grápia: altera pouco a cor da cachaça, deixando um tom amarelo-palha claro. Reduz a acidez e mantém o sabor original da cana, com notas suavemente adocicadas. Acompanha carnes assadas, queijos semiduros e sobremesas com caramelo, mel ou frutas secas.
Peroba: confere uma coloração amarelada e um toque sutilmente amargo e seco ao destilado. A madeira ajuda a amaciar a bebida sem mascarar seu perfil original e pode ser servida com petiscos, carnes brancas, queijos e pratos de intensidade média.
Louro: transfere para a cachaça notas florais e de especiarias, como cravo-da-índia e canela, além de um fundo levemente adstringente. Seu perfil aromático combina com carnes de panela, pratos com ervas, feijão e receitas tradicionais brasileiras.
Amburana: uma das mais conhecidas, reduz a acidez e confere notas adocicadas de baunilha e canela. O perfil aromático harmoniza com carne suína, costela com molho agridoce, queijos curados e sobremesas com doce de leite.
Bálsamo: proporciona características herbais, amadeiradas e de especiarias, como o cravo. A bebida ganha uma sensação levemente picante e adstringente, ideal para acompanhar carnes vermelhas, embutidos, queijos maturados e pratos com temperos intensos.
Jatobá: esta madeira densa confere à cachaça uma coloração âmbar ou avermelhada. No paladar, traz robustez com notas de frutas secas e especiarias. Combina bem com carnes assadas, costelas, queijos de sabor intenso e chocolate amargo.
Jequitibá: com influência discreta, o jequitibá-branco preserva as características originais da bebida. Já o jequitibá-rosa confere uma coloração dourada sutil e sabores macios. Ambas as versões podem acompanhar peixes, aves, saladas e queijos suaves.
Freijó: de influência suave, funciona de forma semelhante ao jequitibá-branco. A madeira praticamente não solta cor ou aromas, focando em amaciar o destilado. É uma alternativa para entradas, peixes, frutos do mar e queijos frescos.
Ipê: tanto o amarelo quanto o roxo transferem uma coloração dourada escura ou alaranjada. A madeira amacia o destilado, agregando notas de especiarias e aromas de nozes e castanhas. Combina com carnes grelhadas, linguiças e preparos defumados.
O carvalho é o principal tipo de madeira usado no envelhecimento da cachaça, embora seja importado. Ele lidera o mercado por ser o padrão mundial na maturação de destilados, agregando notas de baunilha, coco e caramelo. No Brasil, a castanheira é frequentemente chamada de "carvalho brasileiro", trazendo notas intensas de castanhas, chocolate e amêndoas.
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