Não é difícil encontrar por aí paredes repletas de pratos de cerâmica pintados à mão que ilustram refeições em restaurantes espalhados pelo país. Os itens, mais conhecidos como pratos da Boa Lembrança, não podem ser comprados de forma avulsa. O cliente precisa ir até uma das casas ligadas à Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, pedir o prato criado exclusivamente para o projeto e, então, ganhar o objeto.

Conforme explica Pedro Hoffman, presidente e dono de um dos restaurantes associados da Boa Lembrança, o Peppo Cucina, em Porto Alegre (RS), essa prática faz com que o produto seja de fato uma lembrança que esteja associada a uma experiência do cliente. “Os restaurantes não podem vender o prato avulso. Não somos vendedores de cerâmica, somos vendedores de experiências dentro de nossas casas”, defende.

Um restaurante que está há 27 anos ligado à associação é o Taste-Vin, no Bairro Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, comandado pelo chef Rodrigo Fonseca. Ele conheceu o projeto em 1987, durante uma viagem para a Itália. No Brasil, não demorou muito para que embarcasse na ideia do italiano Danio Braga.

A cada prato criado, Rodrigo explora a criatividade. Ao longo dos anos, ele já trabalhou com entradas, pratos principais e sobremesas e usou ingredientes como pato, codorna, salmão, porco, cabrito etc. Os suflês, ícones da casa, também já foram, em anos anteriores, base para as receitas do chef.

Apesar da diversidade de insumos, um dos pontos primordiais na elaboração do prato da Boa Lembrança, de acordo com Rodrigo, é a disponibilidade. “Esses pratos possuem algumas restrições, e uma delas é que não podem faltar. Por isso, precisamos escolher ingredientes que não sejam sazonais.”

Molho rico

O molho roti foi turbinado e a massa folhada virou pastel de espinafre na receita do Taste-Vin inspirada no Canadá

Laura Fonseca/Divulgação

O prato de 2026 do Taste-Vin, Bavette em Sauce (R$ 148), foi inspirado em uma experiência do chef no Canadá. “Ano passado comi lá uma carne com um molho excepcional e fiquei com aquilo na cabeça. Queria fazer algo parecido.”

O molho roti da casa não era exatamente o que Rodrigo procurava para compor o prato. Foram alguns testes até que chegasse ao molho ideal, mais viscoso e colagenoso – ele usa uma base enriquecida com ossos e carnes de porco, boi e galinha e, depois de pronta, mescla com o roti já produzido por lá.

“Para escolher o acompanhamento, fui pensando que deveríamos trabalhar com algo diferente do que a gente já tinha. Como tenho muitos livros de receitas, fui pesquisando até que me dei de cara com um pastel de espinafre”, relata, destacando que a receita foi testada e adaptada para se tornar o complemento ideal. O pastel é feito com massa folhada produzida na casa, a mesma que compõe a já tradicional torta mil-folhas.

O corte usado é uma fraldinha (em francês, fala-se bavette, daí o nome do prato) angus cozida lentamente. A junção de todos esses preparos já virou sucesso. Rodrigo diz acreditar que ela pode bater recorde de vendas do prato da Boa Lembrança na casa. “É um prato chamativo, todo mundo gosta, mas não é comercial demais.”

Inspiração de fora

O ravióli une dois elementos que se repetem na história do D’Artagnan com a associação: massa e pato

D'Artagnan/Divulgação

Quem também se inspirou em um prato da América do Norte para a elaboração do Boa Lembrança deste ano foi Marise Rache, chef do restaurante D’Artagnan, também no Lourdes, Região Centro-Sul. “Há uns anos, estava em viagem à Nova York e me foi servido um consommé [caldo intenso e de sabor profundo, mas clarificado] com jerez. Achei maravilhoso e ainda pedi para repetir.”

Assim, enquanto pensava no que iria criar como receita, lembrou-se daquela refeição. “Quis adicionar uma massa porque amo, então escolhi o ravióli de pato. Na nossa história com o prato da Boa Lembrança, temos muitas massas e muitos pratos com pato. Nossa primeira participação, inclusive, foi com um magret com molho de tangerina”, explica, apresentando o Ravióli de Pato “In Brodo” (R$ 165).

No lugar do jerez, Marise está servindo um shot de vinho Madeira. A mudança tem a ver com o que Rodrigo destaca, a importância de usar produtos que não faltem no mercado. “Muitas vezes não conseguimos achar o jerez”, justifica.

A chef do D’Artagnan ressalta o interesse do público pelo prato, o que ajuda a explicar a longevidade da associação, que já tem 32 anos. “Atrai muito as pessoas. Tem gente que fica nos ligando para saber quando o novo prato será lançado”, conta, destacando ainda a possibilidade de exercer a criatividade. “Também acho interessante porque podemos criar algo especial. É uma demanda gostosa para nós e que deixa os clientes felizes.”

Guia 2026

Os restaurantes têm liberdade dentro do primeiro semestre do ano para lançar seus pratos em diferentes momentos. Depois que todos recebem as cerâmicas produzidas em Petrópolis (RJ), a associação divulga a lista completa com os participantes, como ocorreu em julho. Pela segunda vez, será publicado o Guia da Boa Lembrança (em versão física e on-line), que reúne todos os pratos e restaurantes envolvidos no projeto do ano. A edição de 2026 será lançada oficialmente na sexta-feira que vem (4/9).

De mãe para filho

Flávio Trombino, chef do Xapuri, na Região da Pampulha, herdou da mãe o apreço pelos pratos da Boa Lembrança. Nelsa Trombino, fundadora da casa, chegou a criar 12 receitas para a associação. A primeira delas, segundo o filho, foi em 1995, logo no início do projeto. “Minha mãe adorava a associação, os congressos e o intercâmbio com os cozinheiros do resto do país”, conta o chef.

Hoje, Flávio coleciona nove receitas autorais e, a cada uma delas, parte de uma inspiração diferente. “No meu primeiro prato, por exemplo, tive muita preocupação em fazer algo que demonstrasse minha identidade, pois minha mãe já tinha feito 12. Queria que ficasse bem nítido que era um novo chef e uma nova história”, relembra.

Assim, em 2014, o prato Saudades do Cerrado apresentou Minas por meio da carne de sol, do pequi e da castanha de baru. “Identifiquei que a maior parte dos pratos da minha mãe tinham porco, então optei por não usar essa carne.”

O prato deste ano, entretanto, inclui o suíno de forma mais inovadora. “Já tinha um tempo que queria fazer um prato defumado, afinal de contas, o fogão a lenha é muito emblemático na nossa cozinha”, conta, explicando a escolha do copa lombo defumado.

O acompanhamento, por sua vez, um purê de abóbora, batata e cenoura, veio para sair da “mesmice do purê de banana ou batata”. A salada de repolho roxo fermentado, que leva acidez ao prato, tem relação com o bar recém-aberto por Flávio, o Alter, no Belvedere, Região Centro-Sul da capital. “Queria também ter um fermentado, que não tínhamos aqui [no Xapuri], apenas no Alter [onde há fermentados de maxixe, cebola e, inclusive, repolho].”

A farofa de cebola crispy fecha a combinação com sua textura crocante. Todos esses componentes formam o Cheirim no Cangote (R$ 159,90). O nome criativo do prato da Boa Lembrança de 2026 do Xapuri foi resultado de um concurso interno com os funcionários do restaurante. “Criei a receita e depois escolhemos o nome. Várias pessoas deram ideias e a opção escolhida foi sugestão de um garçom do Xapuri. Faz referência ao copa lombo, que é um corte no cangote do porco”, explica.

Pai com filha

A criação com ossobuco e purê de mandioca marca a chegada de uma nova geração à cozinha do Maria das Tranças

Maria das Tranças/Divulgação

À frente do restaurante Maria das Tranças, no Bairro São Francisco, Região da Pampulha, Ricardo Rodrigues conta que já tinha o desejo de ser um associado da Boa Lembrança há anos. Em 2021, a casa foi aceita no seleto grupo e logo aproveitou o prato para prestar uma homenagem à fundadora e avó de Ricardo, Maria Clara Rodrigues.

“Todos os anos procuramos uma homenagem e uma receita bem diferente do ano anterior. Na nossa primeira edição, fizemos uma cabidela de galinha d’angola”, conta, reforçando a ligação do preparo ligado ao Nordeste do país com o prato mais tradicional da casa, o frango ao molho pardo típico de Minas.

Neste ano, o prato Entre Ossos e Raízes (R$ 130) une purê de mandioca com açafrão, ossobuco, farofa crocante e cenouras salteadas. A criação é ainda mais especial por simbolizar a chegada de uma nova geração à cozinha. “Nesse ano, minha filha, Ana Luiza Rodrigues, se formou em gastronomia. Ainda no ano passado, desenvolvemos esse prato à quatro mãos”, destaca Ricardo.

Além de se envolver na criação da receita, Ana Luiza usa sua “veia artística”, destacada pelo pai, para sugerir a arte do prato ao ateliê que pinta as cerâmicas. “Ela enviou para eles um desenho feito no papel e eles criaram a arte a partir disso.”

Ligado às origens

Tradicional no Sul da Itália, o nhoque de ricota ndunderi é a sugestão do Domenico para os fãs da Boa Lembrança

Domenico/Divulgação

Domenico Cardamuro, chef do restaurante e pizzaria Domenico, no Funcionários, Região Centro-Sul, apostou, em seu sexto ano de prato da Boa Lembrança, em uma receita tradicional do Sul da Itália, sua região de origem. O Ndunderi Alla Sorrentina (R$ 129) é uma espécie de nhoque feito com ricota, ovos e farinha, sem batatas. “Quis fazer esse prato da minha terra porque acredito que ninguém conhecia”, conta o chef.

O preparo leva, ainda, molho de tomate italiano e vai para o forno a lenha com muçarela de búfala e molho pesto. Esse último ingrediente não é tradicional na receita, foi uma adaptação de Domenico para o nosso paladar. “Pensei no pesto porque o brasileiro gosta de mais tempero do que usamos na Itália.”
Na hora de criar um prato para a Boa Lembrança, além da originalidade, Domenico diz pensar em outro ponto fundamental: o custo dos insumos.

“Não posso encarecer muito, já que vou embutir um pouco do preço da cerâmica no valor do prato. E quero incentivar também quem não é colecionador a pedi-lo”, explica, enfatizando como a Boa Lembrança se torna um verdadeiro cartão de visitas. “Muita gente nos conhece por conta dos pratos. Já atendi várias vezes clientes que visitam BH e fazem um tour por todos os restaurantes ligados à associação.”

Turismo gastronômico

Há colecionadores que viajam o Brasil atrás dos pratos de cerâmica da Associação da Boa Lembrança. O item é um atrativo que, muitas vezes, apresenta uma casa a novos clientes – que acabam conhecendo sabores que vão além da receita criada, seja por meio de uma entrada ou sobremesa, por exemplo. Os períodos de férias, no meio, fim e começo do ano, segundo Ricardo Rodrigues, do restaurante Maria das Tranças, apresentam aumentos significativos na venda do prato, o que o leva a crer que muitos turistas vão à casa em busca do item colecionável.

Item de colecionador

A coleção de 30 pratos da colunista Léa Araújo fica exposta em uma parede da sua casa

Arquivo pessoal

O chef italiano Danio Braga foi quem trouxe de seu país a ideia de presentear os clientes com pratos após as refeições. Na época, ele trabalhava no restaurante Locanda della Mimosa, em Petrópolis (RJ). E foi assim que, em 1994, nasceu a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Ao longo dos anos, foram produzidas cerca de dois milhões de unidades.

Se Danio quis importar o conceito de levar uma lembrança do restaurante para casa, ele também acabou criando uma chancela: para um lugar entrar na associação, deve cumprir uma série de requisitos e, inclusive, ser aprovada pelos outros associados.

O atual presidente, Pedro Hoffman, detalha que, para se associar, o restaurante deve se candidatar pelo site e se encaixar em critérios como ficar aberto por no mínimo cinco dias na semana, ser à la carte, ter mais de três anos de funcionamento etc.

A candidatura, então, é avaliada por um diretor de área, que conclui se a casa está apta a entrar para o grupo nacional. Depois, passa pela diretoria e, enfim, pela assembleia realizada em um congresso anual que reúne representantes de todos os associados. “No processo seletivo, o que conta é o perfil da casa, afinal, ela [a Boa Lembrança] não deixa de ser uma chancela de excelente gastronomia”, completa.

Outro fato que comprova isso é o número seleto de casas no país. Atualmente, são 98 associados, sendo que o máximo permitido são 99. “No último congresso, conseguimos a autorização de todos os associados para aumentar em cinco esse número. Então, a partir do ano que vem, provavelmente teremos 104 restaurantes vinculados. Até o momento, já temos mais de 30 candidaturas.”

Feito a mão

"Os desenhos não são impressos nos pratos, são pintados à mão com uma tinta à base de água" - Henrique Van Erven Lage, sócio da Van Erven Cerâmica

Arquivo pessoal

A iniciativa da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança valoriza o fazer artesanal, já que todos os pratos criados para os restaurantes associados são pintados à mão, desde o início, por um ateliê em Petrópolis (RJ).

Henrique Van Erven Lage é sócio da fábrica Van Erven Cerâmica e destaca as especificidades do ofício. “Hoje em dia, tem pessoas que nos mandam desenhos feitos por inteligência artificial para nos inspirarmos, mas precisamos fazer adaptações. Os desenhos não são impressos nos pratos, são pintados à mão com uma tinta à base de água”, conta, enfatizando como determinados efeitos, como uma coloração chapada, simplesmente não funcionam.

A criação dos desenhos parte da receita dos chefs, de fotos dos pratos e de possíveis histórias relacionadas aos preparos. Normalmente, ingredientes usados aparecem nas artes de formas criativas.
Ao longo dos 32 anos de associação, Henrique estima que já foram produzidos mais de dois milhões de pratos. Por dia, atualmente são feitas entre 200 e 300 unidades, que são pintadas uma a uma por, em média, 12 pintoras.

Seleção criteriosa

"Já imaginava que a seleção de restaurantes era mais criteriosa e nunca me decepcionei. Sempre são bons restaurantes" - Léa Araújo, colunista de gastronomia

Bruno Werneck/Divulgação

Léa Araújo, colunista de gastronomia e fundadora do perfil Degustatividade no Instagram, começou a se interessar pelo projeto em 2012. “Como estou sempre ligada às coisas de gastronomia, listas e circuitos, descobri os pratos da Boa Lembrança e quis colecionar.”

Depois da pandemia, ela diminuiu o ritmo, mas ainda se lembra bem de chegar aos restaurantes com aquilo em mente. “Me recordo de uma vez em que fui em um restaurante e estava interessada em vários pratos do cardápio, mas pensava que não podia perder o da Boa Lembrança de jeito nenhum. Então, tinha essa tendência a sempre escolher o preparo criado para o projeto.”

Em viagens, os itens colecionáveis também eram prioridade de Léa, que conseguiu montar uma coleção com 30. “Quando tinha uma viagem marcada, já ia pesquisar se aquela cidade tinha prato da Boa Lembrança e me programava para visitar restaurantes participantes.”

É claro que, além do interesse pelas cerâmicas, ela também sabia que a lista era confiável e já esperava não se decepcionar nas experiências ligadas à associação. “Já imaginava que a seleção de restaurantes era mais criteriosa e nunca me decepcionei. Sempre são bons restaurantes. Tinha segurança nos pratos da Boa Lembrança.”

Anote a receita: copa lombo defumado, purê de abóbora, batata e cenoura e farofa de cebola crispy do Xapuri

O prato "Cheirim no Cangote" foi desenvolvido por Flávio Trombino neste ano

Ideer Digital/Divulgação

Ingredientes:

  • 150g de copa lombo defumado;
  • 15ml de manteiga de garrafa;
  • 30g de cebola batida;
  • Um fio de azeite;
  • 50ml de suco de laranja;
  • 50ml de compota de doce de casca de laranja-da-terra;
  • sal e pimenta-do-reino a gosto;
  • 30g de manteiga;
  • 10g de mostarda;
  • 50ml de molho do lombo (caldo de carne);
  • 120g de abóbora cabotiá;
  • 40g de batata;
  • 40g de cenoura;
  • 60ml de creme de leite culinário;
  • Mel, alecrim, alho confitado, sal e noz-moscada a gosto;
  • 50g de repolho roxo,
  • Sal e pimenta-do-reino em grão a gosto;
  • 30g de cebola;
  • 30g de manteiga;
  • 30g de farinha panko;
  • Sal a gosto; 20g de cebola;
  • 30g de farinha de trigo;
  • 30g de amido de milho;
  • Sal a gosto.

Modo de fazer:

  • Fatie o copa lombo já defumado com espessura de 2 dedos e grelhe rapidamente em chapa quente com manteiga de garrafa e reserve.
  • No preparo do molho, “sue” metade da cebola picada em um fio de azeite, entre com a mostarda e deixe caramelizar um pouco.
  • Adicione o suco de laranja e a compota de casca de laranja picada em cubinhos.
  • Deixe reduzir pela metade, entre com a manteiga gelada e o molho de carne.
  • Acerte o sal.
  • Para o purê, corte em cubos a abóbora, a batata e a cenoura e leve para assar com um fio de azeite, um fio de mel, folhas de alecrim e alho confitado.
  • Quando estiverem bem macias, bata no liquidificador com o creme de leite.
  • Acerte o sal e coloque noz-moscada a gosto.
  • Fatie o repolho e intercale com sal em vidro esterilizado para fazer a salada de repolho.
  • Deixe fermentar por pelo menos 5 dias. Para a farofa de cebola, fatie a cebola em mandolin em fatias bem finas.
  • Empane em uma mistura 50% de farinha de trigo e 50% de amido de milho.
  • Frite em óleo em imersão, escorra e deixe secar em papel toalha.
  • Frite a cebola picada em panela bem quente com um fio de azeite.
  • Quando estiver bem dourada, entre com a manteiga e a farinha.
  • Misture bem.
  • Envolva delicadamente as cebolas empanadas e acerte o sal.
  • Na montagem, faça uma base com o purê, posicione a carne sobre o purê, regue a carne com o molho e posicione a salada e a farofa lateralmente.

Serviço

Taste-Vin (@restaurante_tastevin)

Rua Curitiba, 2105, Lourdes
(31) 3292-5423
Segunda e terça, das 19h às 23h
Quarta, das 19h às 23h30
Quinta e sexta, das 19h à 0h
Sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h30

D’Artagnan (@dartagnanbistro)

Rua Tomás Gonzaga, 593, Lourdes
(31) 3295-7878
Terça, das 19h às 23h
Quarta e quinta, das 12h às 16h e das 19h às 23h
Sexta e sábado, das 12h à 0h
Domingo, das 12h às 17h

Xapuri (@xapurirestaurante)

Rua Mandacarú, 260, loja 1, Trevo
(31) 3496-6198
De terça a sábado, das 11h às 22h
Domingo, das 11h às 17h

Maria das Tranças (@mariadastrancasrestaurante)

Rua Estoril, 938, São Francisco
(31) 3441-3708
De segunda a sábado, das 11h às 21h
Domingo, das 11h às 18h

Domenico Pizzeria e Trattoria (@domenicobh)

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Rua Cláudio Manoel, 583, Savassi
(31) 3565-8385
De segunda a quinta, das 18h30 às 23h30
Sexta, das 18h30 à 0h
Sábado, das 12h às 15h e das 18h30 à 0h
Domingo, das 12h às 15h e das 18h às 23h30

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