A reunião de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump realizada na última quinta (7/5) na Casa Branca, classificada como “visita de trabalho”, foi seguida de um almoço dividido em três etapas: entrada, prato principal e sobremesa.
O menu oferecido aos convidados começou com uma salada de coração de alface romana com jícama (batata de origem mexicana), gomos de laranja, abacate e molho cítrico.
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Em seguida, foi servido o prato principal: filé bovino grelhado com purê de feijão-preto, minipimentões doces e relish de rabanete com abacaxi. Uma opção vegetariana – não especificada – também foi oferecida pelo líder norte-americano. O almoço foi finalizado com uma torta de panacota com mel e pêssegos caramelizados, acompanhada de sorvete de nata.
Com experiência em jantares e almoços solenes, a chef Agnes Farkasvolgyi, à frente do restaurante A Casa da Agnes, no Santo Antônio, Região Centro-Sul de BH, explica uma regra básica para esse tipo de evento. “É preciso delicadeza nas escolhas, que devem agradar ao maior número de pessoas presentes. Se a opção for regional, é aconselhável oferecer uma variação neutra, como uma massa”, explica.
Sobre a entrada oferecida no almoço entre Trump e Lula, ela reforça que boa parte dos ingredientes eram mexicanos e diferentes dos nossos brasileiros. “Fazer uma cozinha fusion é o mais adequado. Usando ingredientes mesclados do país que recebe e do país convidado. Os Estados Unidos têm uma cozinha fusion maravilhosa. Seja no Golfo do México, no Maine… Ingredientes famosos no mundo inteiro. Se fossem mesclados com nossas frutas, com a mandioca e até mesmo com o feijão, teríamos um prato mais emocionante”, declara.
A chef ainda diz acreditar ser uma jogada arriscada apostar em pratos típicos num jantar ou almoço solene. “Homenagem ao convidado com uma cozinha de seu país pode ser, e geralmente é, um tiro no pé”.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima
