O processo de inserir um drinque em uma lata não é fácil. Uma das aliadas na conservação, no sabor e no equilíbrio de um RTD é a carbonatação. Consiste, basicamente, na adição de gás carbônico em um líquido.


Como explica Frederico Divido, professor do curso de gastronomia do Senac, no caso da produção de drinques prontos, o gás é injetado na bebida dentro de tanques pressurizados, o que caracteriza uma adição forçada.

“A carbonatação não é essencial para um drinque pronto, mas é importante em diversos aspectos. Primeiramente, ela traz gás à bebida, uma percepção maior de acidez e frescor e a diminuição da percepção do açúcar, o que auxilia no equilíbrio. Outro ponto de extrema importância é a atuação na conservação, já que o CO2 expulsa o oxigênio. Por fim, o gás também deixa a bebida mais aromática, a volatizar mais os aromas”, explica.

'Na hora em que carbonatamos uma bebida, ocorre uma alteração sensorial. A bebida tende a ficar menos doce, mais leve e mais fresca' - Frederico Divido, professor de gastronomia do Senac em Minas

Senac em Minas/Divulgação


Para a carbonatação, é importante que a bebida esteja em uma temperatura baixa, bem-filtrada e a pressão também deve ser regulada dentro de um tanque pressurizado. Tudo isso evita, por exemplo, o rompimento dos reservatórios.


Muitas pessoas se incomodam com alguns sabores que podem aparecer no fim de um gole de drinques prontos. Segundo Frederico, a carbonatação não tem relação direta com esse retrogosto desagradável que pode aparecer.


“Na hora em que carbonatamos uma bebida, ocorre uma alteração sensorial. A bebida tende a ficar menos doce, mais leve e mais fresca. Normalmente, esse sabor vem por conta da oxidação da bebida e o gás carbônico auxilia justamente na inibição desse processo”, comenta.


Segurança e sustentabilidade


Quando falamos em drinques prontos, eles não necessariamente precisam ser enlatados. Mas a lata se mostra a melhor opção para muitos, e isso não é por acaso. Com um bom custo-benefício, ela é ideal para momentos como o carnaval, quando recipientes como o vidro não oferecem segurança aos foliões.

O Mate Melo (Mate Melo) aposta na mistura do mate com gengibre, rum, laranja e limão Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
Licor de mexerica e água tônica são os ingredientes principais do drinque Mexe Mexe (Mexe Mexe) Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
O drinque Sunflower Breeze (Sunflower) é feito com gengibre, abacaxi, limão e gim Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
A Caipi Minas (Minas D'Ouro Drinks) é uma versão enlatada da clássica caipirinha Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
O Tropical Gin da Stone Light mescla maracujá, pomelo e gim Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
Uma opção diferenciada é o Coffee Spritz (Benerick's), que une café cold brew, rum, laranja e água tônica Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
A marca Bang Bang Boom investe no clássico Moscow Mule em lata Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
O Jambrunão (Jambrunão) mistura a cachaça de jambu (Jambruna) com o guaraná e o limão do Guaramão Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
Com açaí, guaraná, gengibre e catuaba, o Carimbó (Carimbó) aposta em sabores brasileiros Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press
Ezjoy (Ezjoy) é um drinque em lata que une morango, pêssego, gim e vinho branco Arte de IA com foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press

Outro aspecto de muita importância é a sustentabilidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Alumínio publicados em agosto de 2025, em 2024 o Brasil reutilizou mais de 97% das latas de alumínio para bebidas.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Celina Aquino

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