MÚSICA
Banda mineira Kaust celebra seus 10 anos com novo EP
Grupo de post punk/indie lançou o disco ’Outros caminhos’ na última sexta-feira (6/11) e se prepara para shows em 2027
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08/11/2026 09:00
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O título do mais novo EP da Kaust reflete a mudança de chave da banda mineira nesta década. A linha cronológica que culminou em “Outros caminhos”, lançado nas plataformas digitais na última sexta-feira (6/11) e que celebra dez anos da história do conjunto, começa com a saída do baterista Yuki Castro, um dos fundadores do grupo belo-horizontino, e do guitarrista Adriano Bê, no fim de 2020, e prosseguiu com outras mudanças de formação e uma gama de novas ideias de composição.
Na contramão de tantas dificuldades enfrentadas durante o período de reformulação, os remanescentes Emerson Fluyd (voz, guitarras e teclados) e Dennis Martins (baixo) e a baterista Gisele Caetano (bateria), que entrou na banda em 2022, chegaram a um momento de calmaria para a concepção de seu novo trabalho.
“O processo de composição foi simples”, conta Fluyd. “Eu apresentava um esboço para o grupo, com a letra já pronta. A partir daí, a Gisele encaixou as baterias, e o Dennis, os baixos. Em estúdio, a gente trabalhou timbres e efeitos de guitarra e baixo, como chorus, delays, e demos algumas sugestões nas baterias da Gisele. Foi um processo colaborativo.”
O som emanado das quatro faixas é uma evolução do rock alternativo, com nuances de post punk e indie, presente nos álbuns "Insana inocência" (2017) e "Kaust" (2020). “Acreditamos que conseguimos criar um trabalho incrível”, enfatiza o vocalista.
“O processo de composição foi simples”, conta Fluyd. “Eu apresentava um esboço para o grupo, com a letra já pronta. A partir daí, a Gisele encaixou as baterias, e o Dennis, os baixos. Em estúdio, a gente trabalhou timbres e efeitos de guitarra e baixo, como chorus, delays, e demos algumas sugestões nas baterias da Gisele. Foi um processo colaborativo.”
O som emanado das quatro faixas é uma evolução do rock alternativo, com nuances de post punk e indie, presente nos álbuns "Insana inocência" (2017) e "Kaust" (2020). “Acreditamos que conseguimos criar um trabalho incrível”, enfatiza o vocalista.
Temas
“Outros caminhos”, como destaca Fluyd, “é um EP que transforma inquietações, recomeços e escolhas em canções que equilibram intensidade emocional, reflexão, esperança e o que mais o ouvinte for sentir que as canções transmitam a ele”.
Todas as letras – sendo duas entoadas em português e duas em inglês – são assinadas pelo cantor e guitarrista. “Algumas refletem a maneira como vejo o mundo ao meu redor, e outras podem falar de experiências pessoais”, diz.
“Red moon” critica “o mundo e suas estúpidas guerras, muitas vezes motivadas pela ganância”, comenta Fluyd. “’Behind the curtains’ fala sobre “pessoas que têm uma postura passiva frente a comportamentos que remetem à barbárie, incivilidade e irracionalidade, seja naturalizando, reproduzindo ou incentivando-as ( a esses atos). Muitas vezes, por trás das cortinas, está algo terrível como, por exemplo, o fascismo”, completa. Ambas, como fica evidente, são cantadas em inglês.
Todas as letras – sendo duas entoadas em português e duas em inglês – são assinadas pelo cantor e guitarrista. “Algumas refletem a maneira como vejo o mundo ao meu redor, e outras podem falar de experiências pessoais”, diz.
“Red moon” critica “o mundo e suas estúpidas guerras, muitas vezes motivadas pela ganância”, comenta Fluyd. “’Behind the curtains’ fala sobre “pessoas que têm uma postura passiva frente a comportamentos que remetem à barbárie, incivilidade e irracionalidade, seja naturalizando, reproduzindo ou incentivando-as ( a esses atos). Muitas vezes, por trás das cortinas, está algo terrível como, por exemplo, o fascismo”, completa. Ambas, como fica evidente, são cantadas em inglês.
Das músicas com letras em português, “Frio neon” é baseada em uma “personagem fictícia feminina, que tem certas características comportamentais, de estilo e personalidade”, descreve o vocalista.
“Outros caminhos”, por sua vez, baseada em experiências pessoais do cantor, narra “pessoas que caminham juntas por um tempo, mas que, pelas incompatibilidades e escolhas da vida, acabam seguindo estradas diferentes. Também é sobre aceitar esses novos rumos”, destaca ele.
Uma década de vida
Ao refletir sobre os grandes feitos da Kaust ao longo de dez anos de existência, o vocalista ressalta que a maior vitória da banda foi “sobreviver a todo esse tempo”. “Para uma grande banda, de sucesso, já é difícil sobreviver, mesmo com muito dinheiro envolvido. Imagine uma banda independente, fora do mainstream, que luta muito para poder gravar e lançar os trabalhos, com poucos recursos. É ainda mais difícil.”
E, apesar das mudanças de formação, garante que o grupo sempre contou com “equilíbrio e leveza”. “Sempre foi sobre tocar com amigos. A banda, até aqui, funciona em harmonia, talvez também porque atualmente não temos uma atividade intensa e tantos outros problemas que muitas vezes as bandas passam, sejam elas grandes ou com pouca relevância.”
E destaca também o “calor” do público. “Receber mensagens de ouvintes espalhados pelo país é muito gratificante. Imagina, na semana passada, alguém de Boa Vista (RR) me ligou pelo WhatsApp para falar o quanto gostava do som da Kaust. No mês anterior, alguém de Blumenau me procurou pedindo para enviar disco físico. Essas coisas fazem tudo valer a pena”, comenta.
E, apesar das mudanças de formação, garante que o grupo sempre contou com “equilíbrio e leveza”. “Sempre foi sobre tocar com amigos. A banda, até aqui, funciona em harmonia, talvez também porque atualmente não temos uma atividade intensa e tantos outros problemas que muitas vezes as bandas passam, sejam elas grandes ou com pouca relevância.”
E destaca também o “calor” do público. “Receber mensagens de ouvintes espalhados pelo país é muito gratificante. Imagina, na semana passada, alguém de Boa Vista (RR) me ligou pelo WhatsApp para falar o quanto gostava do som da Kaust. No mês anterior, alguém de Blumenau me procurou pedindo para enviar disco físico. Essas coisas fazem tudo valer a pena”, comenta.
Futuro
Se julho iniciou o período de retomada aos ensaios e de trabalhar nas músicas que compõem o EP, o fim de ano será de “observação”, já visando um retorno aos palcos em 2027.
“A ideia é deixar o disco circulando, para as pessoas conhecê-lo e ouvi-lo. Os primeiros shows (da turnê em 2027) devem ser em BH. Devemos passar pelo evento Dark Age, realizado pelo querido DJ STARK (Daniel Neto), que acontece bimestralmente há alguns anos. É um evento que remete ao universo gótico, post punk e alternativo e tem feito enorme sucesso, sempre trazendo bandas dessas vibes”, relata Flyud.
“Devemos passar também por algum evento da Chama Independente, uma sensacional produtora cultural de BH voltada para a música independente criativa, feiras e eventos, que tem à frente os queridos Luiz Ramos e a Ju Semedo”, complementa.
“A ideia é deixar o disco circulando, para as pessoas conhecê-lo e ouvi-lo. Os primeiros shows (da turnê em 2027) devem ser em BH. Devemos passar pelo evento Dark Age, realizado pelo querido DJ STARK (Daniel Neto), que acontece bimestralmente há alguns anos. É um evento que remete ao universo gótico, post punk e alternativo e tem feito enorme sucesso, sempre trazendo bandas dessas vibes”, relata Flyud.
“Devemos passar também por algum evento da Chama Independente, uma sensacional produtora cultural de BH voltada para a música independente criativa, feiras e eventos, que tem à frente os queridos Luiz Ramos e a Ju Semedo”, complementa.
Ficha do disco
“Outros caminhos”
Faixas:
1. “Behind the curtains”
2. “Outros caminhos”
3. “Red moon”
4. “Frio neon”
Formação: Emerson Fluyd (voz, guitarras e teclados), Dennis Martins (baixo) e Gisele Caetano (bateria)
Participação especial: Luccones Nascimento (guitarra em “Frio neon”)
Produção: Emerson Fluyd e Dennis Martins
Gravação, mixagem e masterização: Lucas Gomes (Estúdio Neuma, em Belo Horizonte).
Capa: Rodrigo Villar
Faixas:
1. “Behind the curtains”
2. “Outros caminhos”
3. “Red moon”
4. “Frio neon”
Formação: Emerson Fluyd (voz, guitarras e teclados), Dennis Martins (baixo) e Gisele Caetano (bateria)
Participação especial: Luccones Nascimento (guitarra em “Frio neon”)
Produção: Emerson Fluyd e Dennis Martins
Gravação, mixagem e masterização: Lucas Gomes (Estúdio Neuma, em Belo Horizonte).
Capa: Rodrigo Villar
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