QUADRINHOS

Qual quadrinho ler no FIQ? Veja as indicações dos próprios artistas

O Estado de Minas conversou com participantes do festival, que reúne cerca de 400 artistas em BH, e montou uma corrente de recomendações de histórias em quadrinhos

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O Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) reúne cerca de 400 artistas no Minascentro, em Belo Horizonte, com obras que vão de histórias sobre ansiedade e relacionamentos a aventuras de RPG. Em meio a tantas opções, escolher o que ler pode não ser uma tarefa simples.

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Para ajudar nessa escolha, o Estado de Minas conversou com 15 participantes do evento e criou uma corrente de recomendações: cada entrevistado indicou um quadrinho e sugeriu o próximo artista a ser ouvido. A seleção é apenas uma amostra da diversidade de obras presentes no festival, que segue até domingo (8/11), com entrada gratuita.


Veja os quadrinhos recomendados pelos artistas do FIQ




  • “Blankets”, de Craig Thompson. Convidada internacional do FIQ deste ano, a quadrinista chilena Nati Chuleta indicou a obra do autor norte-americano, embora ele não participe do festival. Em sua terceira visita ao Brasil, a artista afirmou estar impressionada com a produção nacional. “É incrível. Vocês têm ótimos artistas e espero poder voltar aqui”, disse. Esta é a primeira vez que ela visita o país como autora convidada de um evento.




  • “O Menino no Espelho”, de Fernando Sabino, adaptado por Laura Jardim, Fabrício Martins e Rebeca Prado. As adaptações em quadrinhos da obra do escritor mineiro estão entre as indicações do curador do FIQ, Régis Luiz. Os lançamentos fazem parte da programação do festival. O curador também destacou o trabalho da quadrinista Nati Chuleta



    O quadrinista Fabrício Martins segura a adaptação de "O Menino no Espelho", de Fernando Sabino, durante o FIQ.

    O quadrinista Fabrício Martins segura a adaptação de "O Menino no Espelho", de Fernando Sabino, durante o FIQ. Maria Lúcia Passos/EM/D.A Press



  • “Zodíaco de Calangos”, de Carol Rossetti e Andre Dekinha. O bom humor é um dos atrativos da obra. “Se vocês gostam de um quadrinho que tem um bom senso de humor, vai no Zodíaco de Calangos”, afirmou a quadrinista Rebeca Prado.




  • “Você Precisa Saber de Mim”, de Helena Cunha. A qualidade do trabalho da autora é o principal motivo da indicação. “É maravilhoso. Ela é uma das melhores quadrinistas do Brasil na atualidade, você tem que conhecer”, destacou Fabrício Martins.




  • “Maré Alta”, de Flávia Borges. O quadrinho aborda ansiedade e o relacionamento entre duas meninas. A obra foi classificada como “imperdível” por Helena Cunha e pode ser encontrada na mesa 204 do festival.




  • “João Pé de Feijão”, de Ing Lee. A obra aborda o autismo a partir de uma narrativa pessoal, inspirada na relação da autora com o irmão mais novo. “É um quadrinho super sensível, é muito pessoal também, porque fala do irmãozinho dela”, destacou Flávia Borges.




  • “Hibi Tsuzuku: A Vida Continua”, de Cahro Nakagawa. A obra também chama atenção pelo processo de criação. “Eu acompanhei todos os bastidores, basicamente, então eu vi ele nascendo até ele sendo lançado. É muito emocionante ver ele ao vivo”, contou Ing Lee.




  • “Zinetones”, organizado por Pedro Magalhães. A coletânea reúne diferentes artistas em torno de um mesmo tema, explorado a partir de perspectivas próprias. “É uma coleção de artistas que exploram um tema específico em conjunto, vão destrinchando isso da sua maneira”, explicou Ítalo Carajá.




  • “Vírus”, de Janis. A indicação veio acompanhada de uma brincadeira sobre a amizade com a autora. “O quadrinho que eu indico do FIQ é o Vírus, da Janis, e não é porque ela é minha amiga e eu gosto dela”, afirmou um dos participantes.




  • “Sebastian Macabro”, de Gabriel Fonseca e Barlo Moreira. O trabalho visual dos autores é um dos destaques da obra. “Eu sou muito fã da arte deles”, justificou Janis.




  • “Co”, de Ferrante e Gabs Garcia. A história aborda as dificuldades da profissão dentro da própria linguagem dos quadrinhos. “Eles tratam isso dentro da própria história em quadrinhos. Todo quadrinista deveria ler”, afirmou um dos entrevistados.




  • “Dungeoneers”, de Marcio Fiorito. A história acompanha um grupo de RPG e é uma opção para os fãs do jogo. “Eu, como jogador de RPG, fico muito fascinado por esse tipo de história. É muito divertido, gente”, contou Gabs Garcia.




  • “Faísca”, de Ilustralu. Ambientada nas festas de São João, a história acompanha uma menina que deseja soltar uma bomba, apesar dos avisos de que ainda não tem idade para isso. “É uma menina bem corajosa e é muito bacana mesmo essa história”, destacou Paulo Moreira.




  • “Quase Tudo São Flores”, de Karipola. A obra propõe uma reflexão sobre a necessidade de ser sempre útil e a beleza das pequenas coisas. “Ele fala da beleza das flores, sobre como a gente pode adaptar a beleza das flores para a beleza das coisas que a gente faz”, explicou Ilustralu. “É um dos meus quadrinhos preferidos e acho que todo mundo devia ler”, completou.

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    A quadrinista Karipola apresenta "Quase Tudo São Flores" em seu estande no FIQ, em Belo Horizonte.

    A quadrinista Karipola apresenta "Quase Tudo São Flores" em seu estande no FIQ, em Belo Horizonte. Maria Lúcia Passos/EM/D.A Press



FIQ BH 2026


A 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte ocorre até domingo (8/11), no Minascentro, na Rua Guajajaras, 1.022, no Centro da capital mineira. Com entrada gratuita, o evento reúne cerca de 400 artistas e oferece uma programação com exposições, oficinas, debates, lançamentos e venda de publicações.


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