Marina Sena utilizou as redes sociais neste sábado (24/10) para explicar que não comparecerá ao segundo turno das eleições de 2026. A cantora cumpre compromissos de uma turnê internacional agendada desde o início do ano e declarou que tentou viabilizar uma viagem rápida de ida e volta ao Brasil, mas não conseguiu conciliar o deslocamento com a rotina de apresentações.
“Como vocês sabem, por compromissos de trabalho, assumidos desde o início do ano, que envolvem não só o meu trabalho, mas também o trabalho das pessoas e equipes que me recebem nesses países, não poderei votar no segundo turno. Não é apenas um show, é uma turnê inteira, que exige muito comprometimento para que não se torne insustentável pra mim e todos os envolvidos, que dependem também desse trabalho. Além de um compromisso assumido com meus fãs que moram longe do Brasil”, escreveu.
Como vocês sabem, por compromissos de trabalho, assumidos desde o início do ano, que envolvem não só o meu trabalho, mas também o trabalho das pessoas e equipes que me recebem nesses países, não poderei votar no segundo turno. Não é apenas um show, é uma turnê inteira, que exige muito comprometimento para que não se torne insustentável pra mim e todos os envolvidos, que dependem também desse trabalho. Além de um compromisso assumido com meus fãs que moram longe do Brasil. No primeiro turno, sai diretamente de show no Rio de Janeiro pra exercer meu direito de voto, que faço em todas as eleições com muito orgulho, em São Paulo. A esperança de que teriamos um resultado mais favorável no primeiro turno existia, eu realmente acreditei, com certeza uma inocência, mas fomos impactados com um resultado que exigiu de nós organizar uma mobilização ainda maior nas redes e nas ruas, pela força da democracia. Um movimento histórico que mostrou o poder da luta coletiva. O posicionamento político é uma forma de fortalecer idéias, nos unir em torno de um propósito, engajar assuntos que fortalecem nosso campo e ajudar conteúdos informativos a chegarem em mais pessoas. Por isso, mesmo sabendo que não conseguiria votar no segundo turno, e principalmente por isso, achei importante continuar usando a visibilidade que me foi dada, como pessoa pública, pra dizer o que eu desejo para o Brasil e continuar focada na campanha. Não gostaria que a minha ausência no segundo turno desencorajasse ninguém de lutar pra vencermos nas urnas. Não consigo tirar meu pensamento da eleição que se tornou um marco histórico. Estou triste também por estar longe, não era o ideal, mas não há mais o que fazer. Votar pra mim é um ato importante que exerço desde meus 16 anos com muito compromisso, mas desta vez, falhei no segundo turno. Tentei de tudo pra conseguir fazer um bate e volta pra arcar com meus compromissos eleitorais e de trabalho, mas de nenhuma forma consigo fazer isso acontecer. Agradeço muito pela oportunidade de vir trabalhar e levar minha música pra fora do Brasil. Fico triste por não haver possibilidade de voto em trânsito para quem está fora do país a trabalho. Torço pra que isso mude, inclusive, facilitaria pra que todos que precisam estar fora, conseguissem também votar. De toda forma, meu coração e meu apoio estão com Lula 13.
— Marina Sena (@amarinasena) October 24, 2026
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A artista ressaltou que vota desde os 16 anos e que sua ausência não representa afastamento do engajamento político. No primeiro turno, Marina viajou diretamente de um show no Rio de Janeiro para registrar seu voto em São Paulo. Diante do calendário de shows, lamentou a ausência de voto em trânsito para quem trabalha temporariamente fora do país e declarou: "meu coração e meu apoio estão com Lula 13".
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A presença da artista em Portugal na data da eleição provocou cobranças de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Usuários no Instagram questionaram a conduta diante da militância digital e cobraram presença nas urnas. Como a legislação brasileira veda o voto em trânsito para viagens temporárias ao exterior, a cantora e os profissionais de sua equipe precisarão justificar a ausência.
“O posicionamento político é uma forma de fortalecer ideias, nos unir em torno de um propósito, engajar assuntos que fortalecem nosso campo e ajudar conteúdos informativos a chegarem em mais pessoas. Por isso, mesmo sabendo que não conseguiria votar no segundo turno, e principalmente por isso, achei importante continuar usando a visibilidade que me foi dada, como pessoa pública, pra dizer o que eu desejo para o Brasil e continuar focada na campanha. Não gostaria que a minha ausência no segundo turno desencorajasse ninguém de lutar pra vencermos nas urnas. Não consigo tirar meu pensamento da eleição que se tornou um marco histórico. Estou triste também por estar longe, não era o ideal, mas não há mais o que fazer”, justificou Marina.
A repercussão aumentou com a divulgação de imagens de uma representação inserida no sistema do Ministério Público Federal, que alegava impacto no direito eleitoral dos trabalhadores. O registro exibido reflete apenas a entrada da manifestação de um cidadão na plataforma, sem abertura de investigação formal ou constatação de irregularidades pelo órgão público.
Roteiro europeu e defesa pública
Os eventos integram a turnê "Coisas Naturais Europe Tour 2026", iniciada na Alemanha e com apresentações marcadas em Portugal, França, Holanda, Reino Unido e Espanha. Marina destacou que a estrutura depende do trabalho de equipes locais e responde ao compromisso com os admiradores que residem no exterior.
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Diante das mensagens críticas, o deputado federal e coordenador da campanha de Lula nas redes, André Janones (Rede), defendeu a cantora. O parlamentar ressaltou a postura pública da artista em defesa das propostas progressistas e criticou as tentativas de cancelamento por parte de aliados, sustentando que a marcação dos shows considerava a expectativa coletiva de definição do pleito no primeiro turno.
