Glória Pires trocou a cadeira de diretora pela poltrona do espectador na noite de sexta-feira (25/9), em Belo Horizonte. Na Praça da Liberdade, a atriz apresentou “Sexa”, seu primeiro longa-metragem como diretora.
A produção estreou nos cinemas no ano passado. A nova exibição fez parte da programação da 20ª CineBH, que contempla as produções cinematográficas dos países latinos. Após a sessão, Glória conversou com o público sobre o filme, que também protagoniza e para o qual colaborou no roteiro e na produção.
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“Sexa” acompanha Bárbara, mulher de 60 anos que está cansada das expectativas impostas às mulheres à medida que envelhecem. Depois de uma decepção amorosa, ela decide abandonar os relacionamentos e concentrar-se na tentativa de reconstruir a relação com o filho, que a enxerga como uma mulher idosa, recatada e dedicada ao lar.
O plano, porém, muda quando Bárbara conhece Davi (papel de Thiago Martins), de 35 anos. Os dois se apaixonam, e a diferença de idade coloca a protagonista diante da escolha entre se adequar ao comportamento que a sociedade espera de uma mulher madura ou assumir o desejo e viver uma nova experiência amorosa.
O título resume, com humor, a provocação central do filme. Bárbara não é apenas uma sexagenária definida pela idade. Nas palavras da amiga Cristina (personagem de Isabel Fillardis), ela é “Sex-a”, uma mulher que continua tendo desejo, vida amorosa e vontade de experimentar novas possibilidades.
Sarcasmo, vinho e preocupações
A amizade entre Bárbara e Cristina é outro eixo da história. As duas conversam sobre envelhecimento, aparência e relacionamentos enquanto compartilham doses de sarcasmo, vinho e preocupações com a passagem do tempo. O filme também recorre ao humor para tratar de questões como procedimentos estéticos e a pressão pela manutenção de uma aparência jovem.
Na CineBH, “Sexa” integrou a programação da Mostra Praça, criada para levar filmes brasileiros de diferentes gêneros a um espaço aberto e de acesso gratuito.
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“Essa ideia de o cinema estar no meio da cidade, disponível para as pessoas é muito bacana”, disse a agora diretora. “E trazer esse filme é muito bom, porque ele foi feito com muito amor, muito carinho e com uma noção da importância desse tema nos tempos em que a gente vive. Não podia estar em um lugar melhor”, acrescentou, lembrando do sugestivo nome da praça.
