Miguel Falabella detalhou a escolha por manter a vida pessoal reservada, incluindo o fato de ser pai de dois homens, revelado apenas no ano passado. Durante entrevista ao "Roda Viva", reexibida nessa segunda-feira (24/8), o artista explicou que Theo e Cassiano são filhos biológicos de uma amiga.

"Nunca expus porque achava que eu era uma pessoa pública e não eles. Graças a Deus, são dois homens incríveis", declarou Falabella, que também contou já ser avô. "Tenho um netinho", afirmou.

A reexibição da entrevista fez com que o nome do artista voltasse a ficar entre os assuntos mais pesquisados do Google Brasil. De acordo com o Google Trends, foi registrado um aumento de mais de mil por cento nas buscas nas últimas 24 horas.

Leia Mais

Essa mesma discrição se aplicou a seus companheiros e à sua orientação sexual. Ele explicou que o objetivo era evitar ser rotulado. "Não queria ser colocado em uma prateleira. Depois que te colocam, não sai mais. Nunca quis ter rótulos", disse.

Miguel Falabella, que optou por manter a vida pessoal reservada, aparece com os filhos Theo e CassianoRedes sociais

Falabella comentou que a decisão o protegeu. "Na época em que vivemos com preconceito, talvez eu não tivesse feito metade do que eu fiz", refletiu. Ele ficou surpreso com a repercussão de uma foto que publicou de Alexandre Altoé, questionando o "desespero" do público.

Miguel Falabella com o namorado, Alexandre AltoéRedes sociais

Fake news e preconceito

O artista relembrou ter sido alvo de notícias falsas, como a de que seria portador de HIV junto com Claudia Raia e outros artistas. "Foi horrível", contou. Ele citou um episódio em que um jornal de Londrina noticiou sua morte, o que resultou em nenhum ingresso vendido para seu espetáculo.

Em outra ocasião, viveu uma situação de preconceito. "No Natal, entrei em uma loja e ela foi se esvaziando. Foi cruel", lembrou.

Reflexão sobre a morte

Aos 69 anos, Falabella também falou sobre um problema de saúde recente. Ele foi internado há três semanas com uma pneumonia silenciosa. "De repente, me deitei e acordei muito mal. Estava sozinho no Rio, peguei um Uber, fui ao hospital", disse.

Durante a internação, ele acordou no meio da noite com uma grande sensação de paz, o que o levou a refletir. "Pensei: 'Tem tanta gente de quem quero me despedir e abraçar. Não quero ir hoje'. Não tive medo", relatou.

A experiência o fez querer priorizar seus desejos, como escrever um livro sobre as mulheres importantes em sua vida. A obra já tem nome: "Eu as tive em meus braços".

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

compartilhe