Morreu nesta terça-feira (18/8), aos 91 anos, a atriz Glória Menezes. A morte foi confirmada pela família, de acordo com a Folha de S. Paulo. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, a atriz esteve no teatro, no cinema e na televisão, formando com Tarcísio Meira um dos casais mais emblemáticos da dramaturgia nacional. Ainda não há informações sobre velório e enterro.
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Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória Menezes nasceu em 19 de outubro de 1934. Registrada com o nome de Nilcedes Soares de Magalhães, iniciou a carreira fazendo teleteatro na TV Tupi e, em 1959, integrou o elenco da novela "Um lugar ao sol", da TV Excelsior. Estreou no cinema interpretando Rosa em "O pagador de promessas" (1962), de Anselmo Duarte, filme que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Foi, contudo, na televisão que alcançou projeção nacional. Sua trajetória esteve profundamente ligada à de Tarcísio Meira. Os dois trabalharam juntos em produções como "2-5499 ocupado", "A deusa vencida", "Sangue e areia", "Irmãos Coragem" e "Cavalo de aço". Casados por 59 anos, permaneceram juntos até a morte de Tarcísio, em 2021, vítima de Covid-19. Eles tiveram um filho em 1964, Tarcísio Filho, que também se tornou ator. Tarcísio foi o único filho de Meira e também o terceiro de Glória. Ela é mãe de Maria Amélia e João Paulo, nascidos de casamento anterior.
Glória também mostrou grande versatilidade ao longo da carreira. Se inicialmente se destacou em papéis dramáticos, a partir dos anos 1980 passou a explorar com sucesso a comédia. Viveu personagens marcantes em "Jogo da vida", "Guerra dos sexos" e "Brega & chique". Em 1990, interpretou Laurinha Figueiroa, sua primeira grande vilã, em "Rainha da sucata", papel que se tornou um dos mais lembrados de sua trajetória. Ela interpretou a vilã Laurinha Figueroa, personagem falida que se suicida, jogando-se do alto de um prédio na avenida Paulista. Todas produções da Globo.
Vieram depois trabalhos em novelas como "Deus nos acuda", "A próxima vítima", "Torre de Babel", "O beijo do vampiro", "Senhora do destino" e "A favorita". Em dua ocasiões teve de raspar a cabeça: na novela "Jóia Rara", encarnou uma monja tibetana; e na peça "Jornada de um Poema", de 2000, com direção de Diogo Vilela, interpretou uma professora que desenvolve um câncer e fala no palco sobre a doença.
Em 2013, voltou a atuar no teatro, com a comédia "Ensina-Me a Viver". Dirigida por João Falcão, a peça de Colin Higgins era centrada em uma relação de amizade entre uma octogenária e um jovem obcecado com a morte. Em 2006, ausente do cinema por cerca de 20 anos, fez participação no longa "Se eu fosse você...", comédia popular dirigida por Daniel Filho.
O último papel em novela foi Stelinha, em "Totalmente demais", de 2015. A partir de então, afastou-se progressivamente da televisão e passou a ter uma vida mais reservada.
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(Com Folhapress)
