LUTO NA DRAMATURGIA

Laura Cardoso: a gigante da dramaturgia e sua coleção de prêmios

Do Troféu Roquette Pinto em 1956 ao Oscarito em Gramado e a dois prêmios Shell: conheça as honrarias que celebram a carreira de uma das maiores atrizes do Brasil

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Nascida em 1927, a atriz Laura Cardoso consolidou uma carreira de sucesso no teatro e no audiovisual brasileiro, o que lhe garantiu uma vasta coleção de prêmios e indicações. Ao longo de sua trajetória, ela recebeu três Prêmios Grande Otelo, cinco estatuetas da APCA, dois Prêmios Qualidade Brasil e dois Prêmios Shell. A atriz morreu na noite dessa segunda-feira (17/8), aos 98 anos.

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Sua contribuição artística foi reconhecida com a condecoração da Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República em 2006.

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O primeiro reconhecimento veio em 1956, com o Troféu Roquette Pinto, o mais importante da época, como melhor revelação feminina por sua atuação em "TV de Vanguarda". Nos anos seguintes, seu destaque em telenovelas lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por dois anos consecutivos: em 1963, por "A noite eterna", e em 1964, por "Moulin Rouge, a vida de Tolouise-Lautrec".

Destaques no teatro e no cinema

No teatro, Laura Cardoso foi premiada por diversas peças. A atriz venceu duas vezes o Prêmio Shell, uma das principais honrarias do palco, pelos trabalhos em "Vem buscar-me que ainda sou teu" (1990) e "Vereda da salvação" (1993).

A atuação no cinema também foi amplamente aclamada. Pelo drama "Através da janela" (2000), ela conquistou um APCA e prêmios em diversos festivais, além de indicações de Melhor Atriz ao Grande Otelo e ao Prêmio Guarani.

A Academia Brasileira de Cinema a elegeu três vezes como Melhor Atriz Coadjuvante no Grande Otelo. As vitórias ocorreram por suas atuações nos filmes "Copacabana" (2002), "O outro lado da rua" (2005) e "De onde eu te vejo" (2017). Em 2019, recebeu o Guarani Honorário por sua contribuição ao cinema brasileiro, e em 2023, foi homenageada com o Troféu Oscarito no Festival de Gramado.

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