Aos 79 anos, Elton John revelou uma de suas mais inusitadas extravagâncias: a transformação de partes dos próprios joelhos em joias de ouro. O artista decidiu guardar as rótulas retiradas durante cirurgias para criar peças exclusivas.
A história foi contada no documentário "Elton John — touched by gold", uma produção do World Gold Council. No filme, o cantor, que passou por diversas cirurgias, demonstra sua paixão por peças de ouro e exibe objetos que marcaram sua trajetória.
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Entre os itens estão um colar e um broche criados a partir das rótulas removidas de seus joelhos. O trabalho foi realizado pelo designer de joias britânico Theo Fennell.
Como os ossos viraram joias
Durante o documentário, Elton John explica que, após passar por cirurgias nos dois joelhos, perguntou ao médico se poderia ficar com as partes retiradas. "Quando removi as minhas patelas, primeiro a esquerda e depois a direita, perguntei ao meu cirurgião se podia ficar com elas, o que o deixou bastante surpreso", relatou.
Com os ossos em mãos, o músico procurou o joalheiro. "Então eu liguei para você e disse: 'Você estaria disposto a fazer o que quisesse com as rótulas se eu lhe desse as duas?'", relembrou o cantor em conversa com Fennell, que aceitou o projeto.
O processo de criação foi complexo. As rótulas precisaram de uma preparação especial antes de receber o acabamento. "Nós as assamos. Precisávamos assá-las para secá-las. Depois, elas ficam parecidas com pedra-pomes, muito porosas. Então, tivemos que pintá-las com acetato e depois poli-las", detalhou Fennell.
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A estrutura porosa do osso exigiu um trabalho delicado para preservar seu formato original. O resultado foi um colar feito com a patela direita, que o cantor comparou a um artefato do Egito antigo. A peça ainda recebeu uma inscrição em latim na parte de trás: "Não me curvarei mais a nenhum homem".
A segunda patela, menor, foi transformada em um broche. "Era uma patela menor e não conseguimos fazer muita coisa com ela. É um trabalho incrivelmente difícil fazer o ouro seguir o formato de algo tão incomum", afirmou o designer.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
