Morre Renato Machado: 5 coberturas que marcaram o jornalismo
Jornalista, que faleceu nesta terça-feira (16), deixa um legado de reportagens icônicas, da Guerra das Malvinas à apresentação do Bom Dia Brasil, que ensinaram gerações a entender o mundo
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O jornalista Renato Machado morreu nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Sua trajetória se confunde com a história do jornalismo brasileiro, sendo reconhecido pela sobriedade e precisão na apresentação do telejornal "Bom Dia Brasil" entre 1996 e 2010. Sua carreira, no entanto, foi muito além da bancada, marcada por coberturas internacionais que registraram momentos cruciais da história. Desligado da Globo em 2021, após mais de 40 anos na emissora, Machado deixou um legado de reportagens que moldaram a forma como o público brasileiro entendeu conflitos e transformações políticas.
Sua habilidade em traduzir cenários complexos para a audiência o consolidou como um dos grandes nomes da televisão. De zonas de conflito a eventos da realeza britânica, Machado esteve presente onde a notícia acontecia, sempre com uma análise clara e contextualizada. Relembrar seus trabalhos mais importantes é revisitar capítulos fundamentais do final do século 20 e início do século 21.
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Quais foram as reportagens mais marcantes de Renato Machado?
A carreira de Renato Machado como correspondente internacional foi definida por sua presença em eventos históricos. Suas reportagens se destacaram pela profundidade e pela capacidade de conectar o público brasileiro aos acontecimentos globais, transformando notícias distantes em relatos próximos e compreensíveis.
A seguir, listamos cinco coberturas icônicas que demonstram o impacto de seu trabalho no jornalismo:
Guerra das Malvinas (1982): Em um de seus primeiros grandes trabalhos de fôlego na Globo, Machado cobriu o conflito entre Argentina e Reino Unido. Suas reportagens, feitas em condições difíceis, foram cruciais para que o público brasileiro acompanhasse o desenrolar da guerra no Atlântico Sul.
O desastre de Chernobyl (1986): Atuando como correspondente em Londres, Machado foi um dos jornalistas que traduziu para o Brasil a dimensão do maior acidente nuclear da história. Ele explicou as consequências da tragédia na Ucrânia Soviética e o pânico que se espalhou pela Europa.
Morte da Princesa Diana (1997): Como um rosto experiente na cobertura internacional, Machado foi a voz que narrou a comoção no Reino Unido e no mundo após a trágica morte de Diana. Suas reportagens capturaram o luto coletivo e as complexidades da família real britânica.
Atentados de 11 de Setembro (2001): Na bancada do "Bom Dia Brasil", sua condução da cobertura dos ataques terroristas nos Estados Unidos foi exemplar. Com sua vasta experiência internacional, ajudou a contextualizar em tempo real a gravidade do evento e suas imediatas consequências para a geopolítica global.
Comando do "Bom Dia Brasil" (1996-2011): Mais do que uma única reportagem, seu trabalho diário como editor-chefe e apresentador por cerca de 15 anos transformou o telejornal matutino em uma referência. Ele imprimiu um estilo que mesclava as principais notícias do Brasil e do mundo com análises aprofundadas, influenciando o consumo de notícias de uma geração.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.