Com vários convidados ilustres, o cantor, compositor e violonista mineiro Hélder Viana lança “Caxinguelê”, álbum produzido pelo compositor e contrabaixista Eneias Xavier. Entre as 11 faixas, “Colibri” conta com a participação de Lô Borges, falecido em novembro do ano passado.
Hélder acredita que “Caxinguelê” traz a última gravação de Lô. “Era um compositor que nasceu para brilhar”, comenta.
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Flávio Venturini, Wagner Tiso, Beto Guedes, Boca Livre, Jane Duboc, Toninho Horta, Lucynha Lima, Grupo Amaranto, Julia Guedes, Bárbara Barcellos, Nivaldo Ornelas, Jamil Joanes e Orquestra Filarmônica de Minas Gerais também participam do segundo álbum do violonista, disponível nas plataformas musicais. O primeiro, “Cabrália”, foi lançado em 2000.
O novo trabalho é um sonho construído ao longo de três anos. “A princípio, fui gravando singles e convidando parceiros como Beto Guedes, Flávio Venturini, Jane Duboc e Boca Livre. Há ainda o clipe que vou gravar com Djavan”, revela.
Todas as letras e melodias foram compostas por Hélder, com exceção de “Isso é Brasil”, parceria dele com Paulo Silva e Maurício Francisco Ceolin. “Esta letra é muito bonita, fala sobre religiosidade e coisas culturais brasileiras”, diz. “Maria” é composição dele e Bárbara Barcellos. Wagner Tiso assinou alguns arranjos.
Hélder Viana com Toninho Horta e Eneias Xavier, produtor de 'Caxinguelê'
A inspiração de “Caxinguelê” veio “do cotidiano mineiro e de nossas raízes”, diz o músico, que trouxe para seu trabalho as vivências em Oliveira, cidade do Centro-Oeste de Minas onde nasceu. “É um disco de música popular brasileira com baladas mineiras, bossa nova e jazz”, define.
Fascinado pela voz feminina, Hélder fez questão de ter Jane Duboc, Grupo Amaranto, Julia Guedes, Lucynha Lima e Bárbara Barcellos interpretando suas composições.
“Fui ouvindo as minhas canções e observando a quem determinada música caberia”, relembra. “Tem uma cuja melodia e letra tinha tudo a ver com Flávio Venturini, de quem sou fã. Meu produtor Eneias Xavier fez a conexão com os convidados. Agora é botar o pé na estrada para lançar o disco. Já estou agendando com Blue Note, no Rio de Janeiro, e o Blue Note paulista.”
Viana revela que outra grande influência foi o violão do conterrâneo José Ferreira, seu primeiro professor.
“Gostava muito das composições e do jeito dele de tocar, ficava lhe pedindo para me ensinar. Ele me passou os primeiros acordes e até me ajudou a comprar um violão. Depois, vim nessa onda de autodidata, embora tenha feito curso de artes na Uemg, com habilitação em música”, diz.
Azimuth
Tom Jobim, Clube da Esquina e o grupo Azimuth também influenciaram Hélder. Com esse último ele gravou clipe uma semana antes da morte do baterista Ivan Conti, o Mamão (1946-2023).
“Participei como violonista do grande sucesso ‘Linha do horizonte’, solando, improvisando, e eles tocando. Porém, o clipe ainda não foi lançado”, informa.
A banda da turnê já está definida e só tem craques: Jamil Joanes (baixo), Paulinho Braga (bateria), Kiko Continentino (piano), Nivaldo Ornelas (sax), Eneias Xavier (baixo).
FAIXA A FAIXA
'Meu amor, minha flor'
. Participação de Boca Livre e Wagner Tiso
'Pra bem longe'
. Participação de Beto Guedes e Toninho Horta
'Buganvília'
. Participação de Jane Duboc
'Dama da noite'
. Participação do Grupo Amaranto e Bárbara Barcellos
'Oliveiras'
. Participação de Julia Guedes
'Você me ama'
. Participação de Flávio Venturini
'Maria'
. Participação de Kiko Continentino
'Priscila'
'Isso é Brasil'
. Participação de Bárbara Barcellos e Grupo Amaranto
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'Colibri'
. Participação de Lô Borges
