É ARTE OU MEME?

Tanque de urina vira obra de arte e mulher usa corpo como badalo de sino

Com jet skis em salas fechadas e artistas penduradas de cabeça para baixo, exibição austríaca vira alvo de memes e críticas ferozes nas redes sociais

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A 61ª edição da Bienal de Veneza, na Itália, foi aberta ao público no último sábado (9/5) e já virou matéria-prima para memes nas redes sociais.VUma das instalações mais comentadas do evento é “Seaworld Venice”, da artista austríaca Florentina Holzinger, que reflete sobre o apocalipse climático. No entanto, as performances do pavilhão da Áustria não agradaram os internautas. 

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Em um vídeo, a artista aparece seminua e pendurada de cabeça para baixo dentro de um gigantesco sino dourado, usando o próprio corpo como badalo enquanto o objeto ressoava sobre um lago. Em outro espaço do pavilhão, uma performer pilota um jet ski dentro de uma piscina montada numa sala fechada, produzindo ondas violentas e um barulho ensurdecedor. 

Já uma terceira performance colocou uma mulher submersa durante horas em um tanque abastecido com urina filtrada de visitantes que utilizam banheiros químicos acoplados à obra.

 
 
 
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A proposta, segundo Holzinger e sua equipe, é provocar uma reflexão sobre crise climática, desperdício de água e colapso ambiental. O sino simbolizaria um alerta coletivo diante das mudanças climáticas, enquanto o corpo humano representaria a vulnerabilidade da humanidade diante dos desastres extremos. A inundação do pavilhão também dialoga diretamente com o risco constante de elevação do nível do mar em Veneza.

Nas redes, porém, internautas compartilharam vídeos das instalações com legendas debochadas, principalmente sobre o sistema que reaproveita a urina dos visitantes. “Isso não é arte, é pegadinha”, escreveu uma usuária. “Nunca pensei que fazer xixi seria uma experiência imersiva”, comentou outro. 

A repercussão transformou o pavilhão austríaco num dos lugares mais disputados da Bienal. Muitos visitantes passaram a entrar apenas para registrar vídeos e reagir às performances, alimentando ainda mais a circulação de memes no TikTok, no X e no Instagram. Em vários deles, Holzinger é comparada a personagens de terror, sereias apocalípticas e até a sinos de igreja “possuídos”.

Apesar da avalanche de piadas, críticos de arte apontam que o desconforto faz parte da estratégia da artista. Holzinger já era conhecida no circuito europeu de teatro e dança por obras radicais que exploram nudez, religião, violência, poder e degradação corporal. Em trabalhos anteriores, performers apareceram suspensos por ganchos presos à pele, usando sangue falso e simulando cenas grotescas.

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Na Bienal, a provocação escatológica não se limita ao espaço austríaco. O pavilhão de Luxemburgo, por exemplo, apresenta “La Merde”, vídeo da artista Aline Bouvy que mostra um personagem fantasiado de fezes gigantes. A curadora Stilbé Schroeder afirmou que a obra dialoga com uma tradição histórica da arte escatológica e busca transformar tabus corporais em debate público. 

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