Morre Guto Graça Mello, diretor musical e produtor, aos 78 anos
Produtor de mais de 500 discos e trilhas que marcaram a televisão brasileira, ele deixa esposa, duas filhas e dois enteados; causa da morte não foi divulgada
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Guto Graça Mello, diretor e produtor musical, morreu nesta terça-feira (5/5), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Ele deixa a esposa, a atriz Sylvia Massari, duas filhas e dois enteados.
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Guto Graça Mello produziu mais de 500 discos, entre eles discos de Rita Lee e Roberto Carlos. Também criou a trilha sonora do Fantástico e outras músicas que marcaram a história da TV brasileira.
Filho dos atores Stella e Octávio Graça Mello, ele cresceu cercado por rádio e televisão e trocou a arquitetura pela música. Depois de trancar o curso na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), passou a estudar violão e se inscreveu na escola de música ProArte.
O primeiro contato com a Globo veio ainda no começo da emissora, no seriado "Rua da Matriz". Na atração, ele aparecia no palco tocando violão. Em 1967, compôs com o amigo de infância e produtor Mariozinho Rocha músicas que ganharam voz de grandes intérpretes. "Manifesto" foi gravada por Elis Regina e "Cabra Macho" por Nara Leão.
Guto estreou como produtor musical na Globo em 1972, no programa "Viva Marília". No ano seguinte, compôs e produziu com Nelson Motta a trilha da novela "Cavalo de Aço", de Walther Negrão.
Sem formação acadêmica formal na área, ele aceitou a oferta de um curso na Universidade de Berkeley, na Califórnia, e se mudou com a família. Ao voltar, assumiu a direção musical da Globo e passou a cuidar do orquestramento de trilhas de novelas.
No começo dos anos 1980, produziu o primeiro álbum de Xuxa Meneghel e o tema de abertura do Frantático. O disco com Xuxa vendeu cerca de 3 milhões de cópias e ao longo da década de 1970, ele assinou trilhas de novelas como "Gabriela", "Saramandaia", "Sinal de Alerta" e "Pai Herói", além de seriados como "Ciranda Cirandinha" e "Malu Mulher".
Em 1984, foi nomeado produtor musical da Globo e seguiu montando trilhas para programas infantis e minisséries. Entre os trabalhos estão "Pirlimpimpim", "Plunct, Plact, Zuuum?", "A Turma do Pererê" e "Sítio do Picapau Amarelo", além de "O Tempo e o Vento" e "Tenda dos Milagres".
Guto se afastou da televisão em 1989 e passou um período dedicado a jingles e teatro antes de focar na indústria fonográfica. Ele trabalhou com artistas como Maria Bethânia e Roberto Carlos, participou como jurado do "Fama" 1 e 2 e do "Som Brasil".
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Além da TV, compôs trilhas de mais de 30 longas-metragens, incluindo "O Beijo no Asfalto", "A Estrela Sobe", "Cazuza", "Se Eu Fosse Você", "High School Musical" e "Nosso Lar".