SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte de Oscar Schmidt nesta sexta-feira (17/4), aos 68 anos, reacende relatos do irmão, Tadeu Schmidt, que ao longo dos anos falou sobre a influência do ídolo em sua trajetória dentro e fora do esporte.
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Antes de seguir carreira no jornalismo e chegar ao comando do "BBB", Tadeu tentou ser atleta e via no irmão uma referência. "Sempre quis ser atleta. E como meu irmão era um ídolo, sempre achei que seria um ídolo do esporte também", disse em participação no programa "Altas Horas", em 2016.
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A comparação constante, no entanto, acabou afastando o apresentador do basquete ainda cedo. Segundo ele, o peso do sobrenome dificultava a construção de uma identidade própria. "Eu ia ser sempre o irmão do Oscar", afirmou em entrevista ao Flow Podcast, ao lembrar que decidiu migrar para o vôlei.
"Meu maior ídolo! Minha maior referência! Maior exemplo de dedicação e amor à profissão!", escreveu Tadeu em despedida publicada nas redes sociais.
Após ser cortado da seleção infanto-juvenil de vôlei, Tadeu considerou abandonar o esporte, apesar do incentivo do irmão para continuar. Anos depois, ele reconheceu que a decisão foi precoce, mas que abriu caminho para a realização profissional no jornalismo.
Em diferentes momentos, o apresentador também destacou o aprendizado de crescer ao lado de um "herói nacional".
Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que desde cedo entendeu a importância de construir a própria trajetória: "Eu precisava muito ser eu mesmo. Levei isso como lição para minha vida".
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Tadeu também já contou que, quando atuava como repórter esportivo, evitava cobrir ou entrevistar Oscar, justamente para não misturar as relações pessoal e profissional. "Oscar era muito briguento e ele não queria criticar a postura do irmão em quadra", afirmou.
