ARTIVISMO

Barreiro recebe projeto que transforma cinzas de incêndio florestal em arte

Festival Paredes Vivas vai ocupar a região com murais, oficinas e ações de conscientização ambiental

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Desta segunda-feira (6/4) até 15 de abril, a região do Barreiro recebe o Festival Paredes Vivas, iniciativa que já passou por sete cidades do país, transformando cinzas reais de incêndios florestais em tinta para a criação de murais urbanos. O objetivo é denunciar a destruição ambiental e homenagear brigadistas que atuam no combate ao fogo.

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Luan Rentes, um dos coordenadores do projeto, afirma que a proposta é “transformar a matéria da destruição em algo criativo”, funcionando como “megafone” para que artistas e comunidades se expressem sobre questões ambientais e sociais.

Em cada capital, o festival promove a pintura de uma empena, mural em escola pública e oficinas com uso do pigmento produzido a partir das cinzas da floresta.

Arte no prédio

Ao longo de 10 dias, na Rua Estrada do Jatobá, no Bairro Diamante, o público poderá acompanhar a criação de pintura em um prédio residencial pela artista Fênix, nome artístico de Sthefany Santos de Oliveira. Desde 2016, ela se dedica a murais que destacam a força e a beleza afro-indígena.

O mural da Escola Estadual Cecília Meireles, no Bairro Teixeira Dias, ficará a cargo do artista Asher. Além disso, alunos vão participar de oficina de arte-educação socioambiental, com exibição de curta e debate.

O projeto teve início em 2021, a partir da expedição liderada pelo artista Mundano, que percorreu mais de 10 mil quilômetros da Amazônia, Pantanal, cerrado e mata atlântica coletando cinzas de áreas queimadas. No ateliê, o material é transformado em pigmento, processo que os idealizadores definem como “artivismo”, união entre arte e ativismo ambiental.

A ideia de ampliar a proposta surgiu com a repercussão de uma obra realizada em São Paulo. “Pintamos mural retratando, apenas com as cinzas, um brigadista na floresta. A pintura teve repercussão internacional e, com as cinzas restantes, o Mundano decidiu espalhar o pigmento para mais artistas”, conta Luan.

Em novembro do ano passado, o projeto fez parte da COP 30, em Belém, com exposição que reuniu cerca de 300 obras de vários artistas.

“Por meio de resíduos da destruição, a gente busca conscientizar, aproximar as pessoas da realidade da floresta. É impactante perceber que as cinzas são muito semelhantes àquelas em que qualquer um de nós se transformará. Isso impacta toda e qualquer pessoa que entre em contato com o pigmento”, afirma Luan Rentes.

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FESTIVAL PAREDES VIVAS

Desta segunda-feira (6/4) a 15/4, será realizada a pintura de empena na Rua Estrada do Jatobá, 56, no Bairro Diamante, pela artista Fênix. Entre 8/4 e 10/4, na Escola Estadual Cecília Meireles (Rua José dos Santos Lage, 360, Teixeira Dias), a pintura de mural colaborativo será conduzida por Asher, entre outras atividades.

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