Guilherme Arantes é o convidado do podcast ‘Divirta-se’
Músico foi homenageado recentemente pela União Brasileira dos Compositores; Arantes está em turnê comemorando 50 anos de carreira e iniciou o ano com 29º disco
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Guilherme Arantes começou 2026 muito bem. Anunciou turnê em comemoração aos 50 anos de carreira, foi homenageado pela União Brasileira de Compositores e lançou “Interdimensional", seu 29° disco. Aos 72 anos, ele tinha desacelerado a rotina de shows depois de enfrentar uma série de problemas de saúde, quando sofreu uma braquialgia grave. Com o uso prolongado de corticoides, o cantor desenvolveu necrose avascular na cabeça do fêmur. A reclusão forçada foi decisiva para a concepção do novo trabalho e o desejo de voltar aos palcos.
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O músico é o convidado desta semana do podcast “Divirta-se”, disponível no canal de Youtube do Portal Uai e no Spotify.
Na entrevista, ele conta sobre o novo disco, a influência da bossa nova em suas músicas e a potência musical do Clube da esquina, que, para ele, surgiu “como uma bomba que explodiu na cabeça”. “O impacto da voz, da figura e da música do Milton (Nascimento) foi arrebatador e decisivo, revelando um caminho possível de música brasileira livre, poética, harmônica e progressiva, capaz de misturar a toada do interior com estruturas sofisticadas e compassos pouco usuais”, afirma.
O papel dos letristas do movimento, como Fernando Brant, Ronaldo Bastos e os irmãos Borges, representou uma liberdade poética que influenciou diretamente a forma de Guilherme Arantes escrever as letras.
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“Lô Borges é meu pai musical”, diz o músico. Ainda que a diferença de idade entre eles seja de apenas um ano, ele conta que a obra do mineiro representou um modelo estético e emocional a seguir. A admiração, evoluiu para a amizade, a ponto de Lô convidá-lo a participar do disco “Os Borges” (1980), que contou ainda com Elis Regina e Milton Nascimento.