ARTES VISUAIS

Iuri Sarmento leva seu Barroco alegre para a Casa Fiat de Cultura

Com curadoria de Marcus Lontra, exposição do artista mineiro propõe olhar contemporâneo sobre a corrente estética marcante na cultura de Minas

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Corrente estética que moldou igrejas, cidades e imaginários, o Barroco é revisitado pelo artista mineiro Iuri Sarmento na exposição que a Casa Fiat de Cultura abriga a partir desta terça-feira (24/3) e segue em cartaz até 24 de maio, com entrada franca. Com curadoria de Marcus Lontra, “O sorriso do Barroco” reúne 64 obras, entre pinturas e porcelanas, lançando olhar contemporâneo sobre a herança colonial.

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Sarmento reinterpreta elementos clássicos do Barroco, como volutas, arabescos, douramentos e motivos decorativos, combinados a cores intensas e referências culturais que atravessam Minas Gerais e a Bahia.

As obras foram selecionadas a partir da coleção de seu marchand, Paulo Darzé, que mantém a galeria que leva seu nome em Salvador (BA), onde o artista, formado em artes plásticas pela Escola Guignard, morou por 20 anos.

“Outras obras são do meu acervo e tem o painel que fiz especialmente para esta exposição”, diz. O interesse de Sarmento pelo Barroco surgiu na época em que cursava a faculdade e ia passear em Ouro Preto.

“Ficava encantado ao entrar nas igrejas. Depois de formado, me mudei para Salvador, onde pesquisei o Centro Histórico, o que só fez aumentar esse encantamento. Buscando inspiração na brasilidade, me debrucei sobre o Barroco baiano”, diz.

Ele ressalva que não é especializado nessa estética, apenas a toma como referência para seu trabalho. Sarmento destaca que essa relação foi explicitada pelos curadores.

“A presença do Barroco é uma percepção deles, pelos ornamentos, porque adoro volutas, minhas obras são cheias de decorações”, diz. Isso é fruto da observação dos fundos de oratórios em Salvador, onde o artista pesquisou embrechamentos, forma corrente de decoração das cúpulas das igrejas na Bahia.

Obra do artista plástico Iuri Sarmento tem flores amarelas e vermelhas e folhas verdes sobre fundo preto
Detalhe de obra de Iuri Sarmento, sem título, de 2016, exposta na Casa Fiat Márcio Lima/divulgação

“As obras em exposição têm toda uma ornamentação e, de fato, carregam características do Barroco”, diz, aludindo a elementos como o excesso, o contraste e a dramaticidade. Na Bahia, essa estética é “mais alegre” do que em Minas, afirma Sarmento, daí o sorriso do título da mostra.

“O Barroco, na essência, é um pouco triste, um pouco pesado, porque tem a ver com a tradição católica, mas minha abordagem, por ser contemporânea, tem olhar mais alegre”, diz.

O texto de apresentação da mostra diz que, no percurso expositivo, cada obra se relaciona com a outra, construindo uma narrativa contínua, com peças que dialogam por meio de formas, cores e temas, resultando em uma experiência imersiva que amplia a leitura do Barroco como linguagem viva.

Sarmento credita essa “narrativa” à unidade de sua arte. “É um trabalho muito orgânico. Quem vê uma obra do início da minha produção e outra atual identifica a continuidade, entende minha assinatura”, destaca.
Em “O sorriso do barroco”, o visitante encontra imagens que evocam tanto a tradição religiosa e arquitetônica quanto aspectos da cultura popular brasileira.

“Gosto de pensar minhas obras como construções feitas de muitas camadas. São cores, texturas e referências que se acumulam, quase como uma colagem, até formar uma imagem que une tradição e contemporaneidade”, explica. Sarmento considera que a mostra evidencia como a estética barroca permanece presente no imaginário das pessoas.

Bate-papo

Para marcar a abertura da exposição, o público é convidado a participar de bate-papo com Marcus Lontra e Iuri Sarmento, às 19h30, na Casa Fiat de Cultura.

O encontro, gratuito, com inscrições pela plataforma Sympla, propõe uma reflexão sobre a permanência e a reinvenção do Barroco na contemporaneidade.

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“O SORRISO DO BARROCO”

Exposição de Iuri Sarmento. Desta terça-feira (24/3) até 24 de maio, na Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários). Visitação de terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Entrada franca.

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