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‘Vladimir’ trata com ousadia tema da infidelidade conjugal 

Série disponível na Netflix gira em torno de prestigiado casal de professores universitários que mantém, em segredo, um casamento aberto 

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“Vladimir”, minissérie em oito episódios da Netflix, pisa em terreno minado o tempo inteiro. E isto é uma grande notícia, ainda mais para quem já passou dos 30. Rachel Weisz, presença rara em produções televisivas, magnetiza na pele de uma professora de meia-idade que fica obcecada por um jovem colega.

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Em tom farsesco, a produção foi adaptada do romance homônimo de Julia May Jonas (inédito no Brasil). Também professora de literatura, ela assina a criação da série.


Cultura do cancelamento, mudança de comportamento, infidelidade e envelhecimento são os temas abordados pela narradora. Sem nome, a personagem de Weisz forma com o marido, John (John Slattery, sempre convincente no papel de cafajeste) o (outrora) casal de ouro da área de literatura de uma universidade americana.


Linda e adorada pelas alunas, ela, no entanto, enfrenta um bloqueio criativo. Não consegue ir além de seu brilhante romance de estreia, lançado há anos a perder de vista.


Até que várias estudantes, que tiveram relações sexuais com John, entram com um processo contra ele. Tudo consentido, e em outros tempos, quando as regras eram outras. A protagonista, vista por parte do campus como mulher traída, sabia de tudo. Os dois têm, desde sempre, um casamento aberto para usar uma expressão corrente. Para eles, um simples acordo que sempre funcionou.


A quebra da quarta parede vai do começo ao fim da série, com a personagem de Weisz se dirigindo para a câmera para um comentário ácido ou algum detalhe sobre sua história. A casa começa a cair porque John, afastado do corpo docente, caso seja considerado culpado pelo conselho universitário, poderá dizer adeus à aposentadoria.


Isto é uma parte da história. Em meio a essa confusão, a professora conhece Vladimir (Leo Woodall). Jovem, autor de um romance que a protagonista adorou, é também casado com uma professora (papel de Jessica Henwick), com quem tem uma filha pequena. São como John e a protagonista foram no passado. A personagem de Weisz, cujo casamento já está meio morto sabe-se lá há quanto tempo, não tem olhos para outra pessoa a não ser o novo colega.


A cada sequência de conversa, a câmera mostra o que o pensamento dela é capaz de fazer com Vladimir. No início, tudo está na base da sugestão – e, vamos e venhamos, ele joga um charme para a colega mais velha, inclusive revelando as dificuldades do casamento e da criação da filha.


Sabemos logo de cara que a história irá longe, pois a sequência inicial mostra Vladimir amarrado a uma cadeira para depois retroceder no tempo e explicar como o personagem-título chegou até lá. Independentemente dos rumos da narrativa, é interessante ver na telinha observações que tratam com humor muito ácido as diferenças geracionais.


Há uma cena quase didática que mostra a reação de Sid (Ellen Robertson), a filha do casal mais velho, ao saber das infidelidades do pai. A mãe conta tudo à mesa, com a maior naturalidade, para Sid e sua companheira, Edwina (Mallori Johnson). A filha enlouquece, pois saber disso vai causar muita ansiedade a ela.


Uma sequência é ainda mais ousada: “Como casos consensuais que eram divertidos não apesar da dinâmica de poder, mas por causa dela, podem ser considerados dolorosos ou prejudiciais depois do ocorrido?”, questiona a personagem de Weisz em dado momento. Só entendedores entenderão.

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“VLADIMIR”
• A minissérie, em oito episódios, está disponível na Netflix.

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