Palhaçaria clássica, mágica para fazer desaparecer e reaparecer garrafas, malabarismo, acrobacia, perna de pau… Tudo isso está no espetáculo solo “Circo do Palhaço Mixaria”, de Jonas Andrade, o Palhaço Mixaria. “No circo, a gente tem que fazer de tudo, ser mil e uma utilidades”, brinca ele, destacando que já está no ofício há 20 anos.
Em cartaz neste sábado e domingo (7 e 8/2), na Funarte, dentro da programação da
51ª Campanha de Popularização Teatro e da Dança, “Circo do Palhaço Mixaria” é um contraponto à lógica acelerada do mundo contemporâneo.
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Ao resgatar a estética do circo tradicional e a comicidade ingênua do palhaço clássico, o espetáculo convida o público a rir de situações simples e se reconectar com o imaginário lúdico da infância.
Em cena, a linguagem física, o improviso e a interação direta com a plateia reforçam a potência do riso como experiência coletiva – pausa afetiva em meio à rotina marcada por telas, pressa e excesso de estímulos.
Boas vibrações
“Circo remete à fantasia, e é isso que nos mantém vivos neste mundo cheio de dificuldades”, garante Jonas. “Ele traz boas vibrações e consegue atingir todas as pessoas, porque é cultura de massa, não tem aquela coisa rebuscada da chamada cultura erudita, que, muitas vezes, entrega ao espectador algo que ele não entende”, comenta.
Com raízes na Antiguidade – há registros de acrobatas e malabaristas em pinturas de tumbas, por volta de 2000 a.C. –, o circo chegou ao Brasil em meados do século 19, trazido por companhias europeias. No entanto, já havia artistas circenses no país desde o século 17.
Há registros de padres reclamando de ciganos vindos da Europa, que usavam estruturas parecidas com as do “circo de pau fincado” para se apresentar nos dias de festas religiosas.
“O motivo da reclamação é que nessas festas havia bagunça, bebedeira e exibições artísticas, de modo que as pessoas deixavam de ir à missa para assistir às apresentações”, diverte-se Jonas.
A relação antiga entre circo e encantamento ajuda a explicar por que essa linguagem tão antiga continua conquistando gerações.
“O circo carrega um lado nostálgico que cativa tanto crianças quanto adultos, alimenta o desejo humano de realizar o que não é possível no cotidiano. Ele mantém viva a capacidade de se maravilhar diante do extraordinário”, conclui Jonas Andrade.
“CIRCO DO PALHAÇO MIXARIA”
Neste sábado e domingo (7 e 8/2), às 16h, na Funarte (Rua Januária, 68 Centro). Ingressos: R$ 25 (preço único), no site Vá ao Teatro e postos de venda do Sinparc nos shoppings Pátio Savassi, Cidade e Monte Carmo.
OUTRA ATRAÇÃO
>>> ARTE NA GARAGEM
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O projeto “Garagens Periféricas – Pro povo ri” inicia nova circulação gratuita por Belo Horizonte, transformando garagens residenciais e estacionamentos de centros culturais em picadeiros improvisados. Sábado (7/2), às 19h, a apresentação circense ocorrerá na garagem da casa 111, da Rua Luiz Lopes, no Bairro Ouro Preto. Entrada franca.
