Kurt Cobain pode ter sido assassinado, afirma novo relatório
Na década de 1990, autoridades responsáveis pela investigação concluíram que o vocalista do Nirvana havia cometido suicídio
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Pesquisas de um grupo de cientistas forenses apontam que o músico Kurt Cobain, morto em 1994, aos 27 anos, pode ter sido vítima de homicídio. Na época, as investigações concluíram que o vocalista do Nirvana havia cometido suicídio por ferimento provocado por uma arma de fogo, mas um relatório publicado no International Journal of Forensic Science diz que a autópsia e os demais registros trazem inconsistências.
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O documento reúne fatores médicos e circunstanciais que seriam incompatíveis com a hipótese de que a morte teria sido autoinfligida e provocada por disparo de espingarda. O documento diz, por exemplo, que as mangas de Cobain estavam arregaçadas e que o seu kit de heroína estava a poucos metros do corpo. Os cientistas sugerem que o estado organizado em que o kit foi encontrado seria incompatível com um suicídio.
Em relação à autópsia, que registrou líquido nos pulmões, hemorragia nos olhos e danos no fígado e no cérebro de Cobain, o relatório diz que essas constatações se distanciam de uma morte rápida, provocada por arma de fogo, mas dialogam com casos de overdose, que prejudicam a respiração e o fluxo sanguíneo.
Os pesquisadores também dizem que o sangramento ocular e os danos aos órgãos seriam sintomas de privação de oxigênio que teria sucedido o disparo, além de apontar que, em casos de tiros na cabeça, é comum a presença de sangue nas vias respiratórias, o que não foi constatado pelo laudo original.
O relatório ainda defende que o tronco encefálico, responsável por controlar a respiração, dificilmente teria sido danificado pelo disparo, já que a posição do braço de Cobain não indicaria a rigidez típica que é possível observar quando essa região do corpo é gravemente comprometida.
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O gabinete do médico legista do Condado de King, que determinou o suicídio em 1994, disse estar aberto a revisar as conclusões sobre a morte do músico caso novas evidências substanciais sejam levantadas, mas também afirmou não ter recebido, até então, material que justifique a revisão.