NOVELA/STREAMING

Erika Januza denuncia a violência contra a mulher no remake de 'Dona Beja'

Atriz mineira diz que sua personagem Candinha dá voz à mulher negra silenciada, sem se deixar abater pela injustiça e humilhação

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Um novelão para fazer refletir. É assim que a atriz Erika Januza, de 40 anos, acredita que “Dona Beja”, remake da HBO Max, vai impactar o telespectador. Na pele de Candinha, ela conta que a trama tem o intuito de dar holofote a temas que, infelizmente, ainda permanecem atuais.

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“Logo no primeiro capítulo, a Candinha sofreu grande injustiça. Ela representa a voz da mulher negra silenciada e humilhada que perdura por tantos anos. Arrastada em praça pública, sofreu tentativa de abuso e foi para um prostíbulo”, diz Erika.

A atriz mineira considera importante papéis assim. “São cenas fortes, mas minhas personagens sempre me permitem fazer denúncias por meio do audiovisual. A violência contra a mulher acontecia naquela época e ainda acontece hoje”, alerta.


A partir daquele momento, Candinha, figura influente em Araxá, acabou desamparada pela família e pela sociedade. Sua vida mudou para sempre. Erika explica que apesar das dores e de tudo o que carrega, a personagem continua acreditando no amor.


“Candinha não vai se amargurar. Ela se envolve numa relação amorosa que não vai adiante, pois a pessoa ama outra. Se torna mulher negra preterida, algo que eu sempre debato”, afirma a atriz. “Tomara que os julgamentos e preconceitos sofridos pela personagem façam as pessoas pensarem.”

As cenas de sexo do folhetim são bastante picantes. De acordo com Roberta Serrado, coordenadora de intimidade da novela, haverá cerca de 80 momentos assim. Para Erika, isso não é problema.

Atriz Grazi Massafera segura imagem de santa e mostra à atriz Erika Januza, numa venda de interior, em cena da novela Dona Beja
Beja (Grazi Massafera) e Candinha (Erika Januza) enfrentam a opressiva sociedade de Araxá HBO Max

“Hoje, estou mais tranquila com cenas de nudez e sexo, mas antes ficava imaginando o que minha família iria achar”, revela a atriz mineira. “Os diretores deixam no estúdio apenas quem precisa estar, e precisamos nos concentrar. Apesar da vergonha, tento não deixar isso transparecer.”


Além de Candinha, Dona Beja também terá cenas ousadas. Grazi Massafera, a intérprete da protagonista, já avisou que a trama vai incomodar muita gente.


O enredo da novela original de 1986, exibida pela extinta TV Manchete, se passa no século 19, na cidade mineira de Araxá. Beja está apaixonada, prometida em casamento a Antônio (David Junior). O rapaz vai estudar na Inglaterra e deixa a cidade. Num baile, a moça vira alvo da cobiça do ouvidor Joaquim Mota (Virgílio Castelo), que a rapta e leva à vizinha Paracatu.


O povo de Araxá acredita que Beja fugiu com o ouvidor porque quis, boato alimentado pela maldosa irmã de Antônio, Maria (Indira Nascimento).


Enquanto o rapaz é induzido a se casar com a irmã de criação, Angélica (Bianca Bin), Beja fica rica, volta à cidade e choca ao abrir um bordel.

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O remake ficou dois anos engavetado, o que gerou ansiedade do elenco. “A gente tinha um grupo (de WhatsApp), sempre falávamos que queríamos que fosse logo ao ar”, conta Erika Januza.

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