Turma do Chaves aparece em Cancún em episódio encontrado - (crédito: Divulgação)
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“Isso, isso, isso”. Um episódio considerado perdido do seriado “Chaves”, ambientado em Cancún, no México, veio à tona após ser localizado por um colecionador. A descoberta foi anunciada pelo Grupo Chespirito, empresa responsável pelo acervo e pelos produtos oficiais ligados à obra criada por Roberto Gómez Bolaños (1929–2014). O episódio data da década de 1980 e foi disponibilizado no YouTube.
“Não foi só Acapulco. O Chaves e a vila também visitaram Cancún. O colecionador porto-riquenho Scoobyonda localizou uma gravação parcial de Chespirito com o elenco na praia”, diz a legenda publicada na conta oficial do grupo.
Caso se confirme que o conteúdo corresponde a um episódio completo, a descoberta pode ser considerada uma das mais importantes já feitas por fãs da série. Isso porque os capítulos gravados em Acapulco, exibidos originalmente no fim da década de 1970, estão entre os mais lembrados e celebrados do programa. Uma nova aventura em outro destino turístico desperta grande expectativa entre os admiradores.
Segundo o Fórum Chaves, fã-clube brasileiro certificado pelo Grupo Chespirito, o episódio de Cancún “é possivelmente de 1981 e teria sido reprisado em 1983”. A página também divulgou um novo trecho inédito, reforçando a autenticidade do material e alimentando a esperança de que mais imagens ainda possam surgir.
Esta não é a primeira vez que Scoobyonda, colecionador de Porto Rico, surpreende a comunidade chespiritiana. Em dezembro do ano passado, ele foi responsável por trazer à luz o episódio “Goteiras na casa de Seu Madruga”, de 1973, que estava perdido havia décadas. A gravação foi encontrada em uma fita VHS da emissora Telemundo, de Porto Rico. “Já sabíamos da existência desse episódio pela sua sinopse, mas não tínhamos uma cópia dele”, explicou o Fórum Chaves ao jornal O Globo na ocasião.
A busca por episódios desaparecidos se tornou quase uma missão entre fãs da série. Em fevereiro do ano passado, outra descoberta mobilizou a comunidade: a primeira versão do episódio “Seu Madruga fotógrafo”, exibida originalmente em setembro de 1974 pela Televisa, foi encontrada mais de 50 anos depois. Até então, só era conhecida a versão de 1977 da mesma história.
Essa raridade também revelou a presença da personagem Malicha, criada para substituir Chiquinha durante o afastamento temporário de María Antonieta de las Nieves, que deixou o programa no fim de 1973 para dar à luz seu filho. Malicha foi interpretada por María Luisa Alcalá (1951–2015) e apareceu em poucos episódios entre 1974 e 1975. “A gente não sabia que existia esse episódio especificamente. Sabíamos que havia uma lacuna naquele período e supúnhamos que pudesse ter participação da Malicha”, contou à época o jornalista Antonio Purcino, um dos administradores do Fórum Chaves.
Estima-se que cerca de 80 episódios de “Chaves” e “Chapolin” estejam perdidos. As razões são diversas: reutilização de fitas, danos físicos como oxidação, falhas de arquivamento e até o terremoto que atingiu o México em 1985. Também há possibilidades de episódios terem sido gravados um por cima do outro, o que era comum na época, e até capítulos censurados.
O barril, de acordo com a descrição do programa, era usado como refúgio para que Chaves pudesse "pensar, chorar ou sonhar".
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Segundo o site oficial de Chespirito, o personagem não vivia dentro do barril, como muitos pensavam, mas sim na casa nº 8 (que nunca foi mostrada).
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E o barril? – Um dos elementos mais icônicos da série, o barril onde Chaves costumava se esconder, também era cercado de mistérios.
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Atenção aos detalhes – Já reparou em mudanças nas cores das paredes ou objetos diferentes na decoração do cenário? Isso acontecia por conta do cenário, que era frequentemente desmontado e remontado.
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Foram raros os episódios em que os atores apareceram fora dos estúdios. Um deles, o da famosa viagem para Acapulco, é um dos mais lembrados pelos fãs.
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Cenário fictício – A vila de "Chaves" nunca existiu fisicamente: ela foi inspirada nos bairros populares da Cidade do México e inteiramente construída nos estúdios da Televisa.
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Porta misteriosa – No pátio principal, havia uma escada que dava acesso ao segundo andar da vila, onde uma porta ficava sempre fechada. Raramente os personagens subiam ou desciam por ali.
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"Outro gato!" – Uma curiosidade é que o lar da Dona Clotilde — a "Bruxa do 71" — só foi mostrado uma única vez, em um episódio que na verdade é inteiro fruto da imaginação de Chaves e Chiquinha.
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Lugares marcantes – Os cenários mais frequentes de "Chaves" eram o pátio central da vila, os apartamentos do Seu Madruga (nº 72) e da Dona Florinda (nº 14), além da sala de aula do Professor Girafales.
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Recentemente, o retorno de "Chaves" foi anunciado por streamings disponíveis no Brasil. Veja algumas curiosidades surpreendentes do seriado!
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Ana Lilian de la Macorra (Paty) – Mesmo tendo participado pouco do seriado, Paty ficou marcada entre os fãs. A atriz deixou a TV e hoje atua como psicóloga, mas ainda guarda boas lembranças da época.
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Carlos Villagrán (Quico) – Após deixar o programa por desavenças com Bolaños, Villagrán seguiu carreira solo com o personagem e ainda participa de eventos ligados à série até hoje.
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Florinda Meza (Dona Florinda e Pópis) – Suas personagens foram duas das mais marcantes do seriado. Na vida real, foi casada com Bolaños, que interpretou Chaves e morreu em 2014.
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Apesar da morte de vários integrantes do elenco, alguns atores ainda estão vivos e preservam o legado da série. Veja, além de Édgar Vivar e Maria Antonieta, quem ainda está por aí!
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O seriado "Chaves", criado por Roberto Gómez Bolaños, estreou em 1971 e se tornou um verdadeiro ícone da televisão latino-americana.
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Aos 78 anos, Maria viajou ao país para apresentações do espetáculo Gran Circo Estelar e aproveitou para rever o amigo de longa data, de 76 anos, que também se apresentava na região. Ela detém o Guinness World Record como a atriz com a carreira mais longa interpretando o mesmo personagem infantil: 48 anos e 261 dias.
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Vivar deixou o elenco fixo de “Chaves” em 1992, após enfrentar problemas de saúde ligados ao peso, optando então por seguir novos caminhos artísticos. Ele se dedicou ao teatro e à dublagem, além de interagir+ com fãs nas redes sociais.
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O reencontro foi em 13/8, no Peru, onde os dois trocaram abraços e recordaram momentos marcantes do seriado.
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Os fãs de “Chaves” foram surpreendidos com um encontro cheio de emoção entre Maria Antonieta de Las Nieves, a eterna Chiquinha, e Édgar Vivar, conhecido por dar vida ao inesquecível Seu Barriga.
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