Na temporada de prêmios que antecedem o Oscar – cuja 98ª cerimônia será em 15 de março – três deles se configuram realmente como prévias da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. São os prêmios dos sindicatos do cinema, cujas indicações serão anunciadas, neste ano, em dias consecutivos a partir de hoje: Atores (7/1), Diretores (8/1) e Produtores (9/1).

O SAG Awards mudou neste ano de nome e agora se chama The Actor Awards. O anúncio, nesta quarta-feira, está previsto para ocorrer a partir das 15h (horário de Brasília) no YouTube da Netflix. O gigante do streaming também vai transmitir, ao vivo, a 32ª premiação: será no dia 1º de março, a partir das 22h.

Os prêmios dos sindicatos – PGA (Sindicato dos Produtores da América), DGA (Sindicato dos Diretores da América) e The Actor Awards – são considerados bons indicadores para suas respectivas categorias por compartilharem muitos membros com a Academia. Ou seja, muita gente vota em um e, depois, no outro.

Divergências 

O Actor é muito importante porque é a categoria com o maior número de votantes. Atualmente, 122 mil atores filiados ao sindicato são elegíveis para votar. Mesmo com o maior corpo eleitoral, ele não acerta sempre.

Em 2025, por exemplo, Demi Moore, por “A substância”, foi eleita a Melhor Atriz pelo SAG – o Oscar deu o prêmio a Mikey Madison, de “Anora”. O mesmo ocorreu com o prêmio de Melhor Ator – Timothée Chalamet (“Um completo desconhecido”) foi o escolhido pelo SAG e Adrien Brody (“O brutalista”) pela Academia. 


Historicamente, o comitê de indicações e os membros tendem a favorecer performances em inglês, uma tendência que pode representar um desafio para concorrentes internacionais – no caso de Wagner Moura por “O agente secreto”.

“Apesar dos elogios enfáticos da crítica, a hesitação histórica do sindicato em indicar performances em línguas que não sejam o inglês — veja-se a omissão de Sandra Hüller por ‘Anatomia de uma queda’ — continua sendo um obstáculo”, escreveu a revista “Variety” sobre o brasileiro. 

Wagner Moura interpreta o professor Marcelo no novo filme de Kleber Mendonça Filho, "O agente secreto" (2025). Ele venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes Reprodução redes sociais Kleber Mendonça Filho
No longa hollywoodiano "Guerra civil" (2024), de Alex Garland, o ator é Joel, jornalista que atravessa o país ao lado da fotógrafa Lee (Kirsten Dunst), para cobrir a conflagração que tomou conta do país Diamond Films/Divulgação
Wagner Moura estreou na direção de longas com "Marighella", biografia do guerrilheiro Carlos Marighella, interpretado por Seu Jorge. O filme está disponível no Prime Video O2 Filmes/Divulgação
No drama biográfico "Sérgio" (2020), de Greg Barker, o ator interoreta o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, morto num atentado no Iraque, em 2003 Netflix/Divulgação
Na série "Narcos" (2015-2017), da Netflix, Wagner Moura vive o megatraficante colombiano "Pablo Escobar". Papel o tornou mundialmente conhecido Juan Pablo Gutierrez/Netflix
Na comédia musical, "Ó paí,ó" (2007), de Monique Gardenberg, Wagner Moura voltou a contracenar com Lázaro Ramos, retomando a parceria de sucesso do teatro, quando os dois atores baianos interpretaram o mesmo personagem na montagem "A máquina" Europa Filmes/Divulgação
Em "Tropa de elite" (2007), de José Padilha, Wagner Moura vive o Capitão Nascimento, um policial do Bope. O sucesso do filme fez com que expressões como "pede pra sair", ditas pelo Capitão, fossem incorporadas ao vocabulário do dia a dia David Prichard/Divulgação
Wagner Moura como Zico no longa-metragem "Carandiru" (2003), superprodução de Hector Babenco adaptada do livro homônimo de Drauzio Varella Marlene Bergamo/Divulgação

Além de atuações individuais (de intérpretes principais e coadjuvantes) o Actor Awards também premia o elenco. Nesta edição, a disputa nesta categoria é encabeçada por “Uma batalha após a outra”, de Paul Thomas Anderson, que traz performances irretocáveis de Sean Penn, Benicio Del Toro, Leonardo DiCaprio, Teyana Taylor, Regina Hall e a estreante Chase Infiniti. 

Na de Melhor Ator, é praticamente certa a presença de Chalamet, que está disparando na bolsa de apostas com o filme “Marty Supreme”. No Brasil, o longa sobre a trajetória de um jovem trapaceiro que se torna uma sensação do tênis de mesa começa sua trajetória amanhã (8/1), com uma série de pré-estreias. A estreia oficialmente será em 15/1.

Já na categoria de Melhor Atriz, um nome forte para o prêmio do sindicato é o de Jessie Buckley, por “Hamnet”, filme que também vai chegar aos cinemas brasileiros na próxima semana.

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As premiações do DGA e do PGA serão antes do Actor Awards: a dos diretores será em 7 de fevereiro e a dos produtores, no dia 28 do próximo mês.

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