Paula Toller, Leoni, Cazuza, Herbert Vianna, Evandro Mesquita, Toni Garrido, Frejat, Paulinho Moska… A lista de músicos com quem o multi-instrumentista e cantor George Israel, ex-Kid Abelha, firmou parceria em composições parece não ter fim. Segue ainda com Arnaldo Antunes, Jorge Mautner, Marcelo Camelo, Nilo Romero, Mauro Santa Cecília, Roberta Campos e Alvin L. Isso para ficar apenas nos nomes que George lembra de pronto.

É para repassar o repertório feito com todos esses artistas que ele desembarca em Belo Horizonte com o Baile do George, nesta sexta-feira (1º/3), no Underground Pub. O show integra a programação do Rock Festival, que terá também as bandas Lurex e Chevette Hatch.

 



Principal atração da noite, George preparou um setlist recheado de hits que compôs ao longo dos pouco mais de 40 anos de carreira. São músicas bem conhecidas de fãs do rock nacional oitentista, como “Eu tive um sonho” (feita em parceria com Paula Toller), “No seu lugar” (com Toller e Lui Farias) e “Lágrimas e chuva” (com Leoni e Bruno Furtado), todas gravadas pelo Kid Abelha; e “Brasil” (em parceria com Cazuza e Nilo Romero), popularizada na voz de Gal Costa.

“Originalmente, o Baile do George tinha outra configuração”, comenta o músico. O show, com o qual está na estrada há aproximadamente dois anos, “era para ser uma homenagem a tudo que eu ouvia no rádio e nos discos quando era mais novo”, diz ele.

“Mas, aí, começou uma certa cobrança daquele tipo: ‘Aí, não vai tocar tuas músicas, não?’ Então, aos pouquinhos, fui botando canções minhas feitas em parceria com outros artistas, como o Cazuza, os Paralamas, o Kid (Abelha) e com o Leo Jaime”, conta, adicionando mais um nome à sua lista de parceiros.

MÚSICOS CONVIDADOS

Para não cair na mesmice, George faz questão de convidar um músico diferente para uma participação especial em cada show. Nesta sexta, ele abre o microfone para o tecladista Henrique Portugal, que, aliás, é outro parceiro de composição. Em 2003, os dois se juntaram a Mauro Santa Cecília para compor “Outra vez”, single gravado por Rhana Abreu.

Mesmo pertencendo a gerações diferentes – George viveu a efervescência do rock na década de 1980, enquanto o Skank de Henrique Portugal despontou profissionalmente na cena musical em 1992 –, ambos acompanhavam com admiração o trabalho um do outro. Chegaram, inclusive, a se conhecer pessoalmente na década de 1990.

“Nessa época, eles ainda estavam começando. Foram ao Rio de Janeiro remasterizar o álbum de estreia deles no mesmo estúdio em que eu estava gravando. Foi uma coisa de doido, porque era uma banda nova com uma sonoridade diferente. Lembro que torci muito para que eles dessem certo”, conta George.

O Skank, nem é preciso dizer, deu certo. Henrique e George seguiram seus próprios caminhos até se encontrarem novamente em 2003 para escrever “Outra vez”. A parceria foi pontual, mas deixou lembranças positivas nos dois.

“Já faz um bom tempo que o George me ligou a primeira vez propondo que a gente tocasse junto. Mas acabava que o negócio nunca ia para frente por diversos motivos”, lembra Henrique. “É até engraçado, porque o George é assim: se você combina de fazer algo com ele às 11h, ele chega às 16h (risos). Mas é porque ele é um cara que nunca para. É, de fato, alguém movido pela música.”

Na apresentação desta sexta, o mineiro prefere privilegiar canções do Skank às suas lançadas no EP “Impossível”, seu primeiro trabalho solo depois do fim da banda. “As músicas do Skank são mais tranquilas para a gente apresentar e, certamente, vão dar ao show essa cara de informalidade, de sermos dois amigos tocando juntos no palco”, diz.

A banda que acompanhará a dupla também está afinada, garante George. São todos mineiros, aliás: Rogério Delayon (guitarra), Arthur Rezende (bateria) e Adriano Campagnani (baixo).

“Reuni essa turma boa para tocar aí em BH”, diz o ex-Kid Abelha. “Porque eu acho que o ponto principal do show é dar ao público uma experiência diferente, única; algo que as pessoas só poderão ver naquele dia.”
Outros shows

>>> PAGODE B-DAY DA LUANITAHH
O pagodeiro Serginho Peixe e o grupo mineiro Akatu são as duas principais atrações do Pagode B-Day da Luanitahh. O evento, que contará ainda com a participação dos grupos Pela Samba, Baile da Anny, RH Deixa Falar e Grupo do Bigode; será realizado nesta sexta-feira (1º/3), a partir das 21h, no Galpão 54 (Rua Francisco Soucasseaux, 54, Lagoinha). Ingressos a R$ 20, no site www.eventos.gofree.co.


>>> CHICO AMARAL QUARTETO
O saxofonista Chico Amaral se apresenta neste sábado (2/3), às 21h, no Clube de Jazz do Café com Letras (Rua Antônio de Albuquerque, 47, Funcionários). Com os instrumentistas Christiano Caldas, Enéias Xavier e Lincoln Cheib, o quarteto interpretará canções de John Coltrane, Joe Henderson, Milton Nascimento, Tom Jobim, Oscar Castro Neves, entre outros. Ingressos à venda por R$ 40 (assentos individuais), pelo site Sympla.


>>> ORQUESTRA OPUS TOCA FRANK SINATRA
A Orquestra Opus convida o cantor Zé Rodrigo para apresentar concerto em tributo a Frank Sinatra, neste sábado (2/3), às 20h30, no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro). No repertório, clássicos como “My way”, “New York New York”, “Fly me to the moon”, “Strangers in the night”, entre outros. Ingressos: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia), na bilheteria ou pelo site www.fcs.mg.gov.br..


>>> LAWANDA GARCIA NO CINE THEATRO BRASIL VALLOUREC
A cantora, violonista e compositora Lawanda Garcia faz show neste sábado (2/3), às 19h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315, Centro). No repertório, músicas autorais lançadas no recente disco “Laboratório de canções”, amplamente influenciadas por movimentos como Clube da Esquina, Bossa Nova e Tropicalismo. Ingressos à venda por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), na bilheteria do teatro ou pelo site cinetheatrobrasil.com.br. Informações: (31) 3201-5211.

compartilhe