A apresentação do Boogarins na capital mineira contará com abertura da cantora e compositora mineira Mariana Cavanellas, n’a autêntica
 -  (crédito: Diógenes Muniz/Divulgação)

A apresentação do Boogarins na capital mineira contará com abertura da cantora e compositora mineira Mariana Cavanellas, n’a autêntica

crédito: Diógenes Muniz/Divulgação

Há 10 anos, a banda goiana Boogarins ganhava o mundo, com o lançamento do disco “As plantas que curam”. Com o repertório (em português), gravado no improviso, dentro do quarto do guitarrista Benke Ferraz, pelo microfone de um notebook, o grupo conseguiu conquistar uma gravadora norte-americana, que resolveu apostar nos músicos adolescentes e fechar contrato para uma turnê de mais de 100 shows na Europa e nos Estados Unidos.

De lá até aqui, o Boogarins se estabeleceu como uma das maiores bandas nacionais de rock psicodélico, tendo feito apresentações em mega festivais, como Lollapalooza, South By Southwest, Primavera Sound (Espanha) e Rock in Rio Lisboa. Atualmente, a discografia do grupo conta com nove títulos. Para comemorar essa trajetória, Dinho (vocal e guitarra), Benke (guitarra), Fefel (baixo e teclados) e Ynaiã (bateria) voltam a se apresentar em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (26/1), com o repertório baseado no álbum inaugural.

A turnê teve início na sexta passada (19/1), no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Depois da capital mineira, eles têm 17 shows confirmados no exterior. “Esse disco é muito especial porque a gravação dele mudou nossa vida. A gente sente que até quem é fã da banda há mais tempo não sabe dessa história toda. Acho que esses shows vão ajudar a contar melhor quem nós somos”, afirma Dinho.

Com 10 faixas, o trabalho de estreia vai ganhar uma versão estendida, no próximo dia 1º de fevereiro. O vocalista conta que “infelizmente ou felizmente”, mesmo depois do contrato com a gravadora, o áudio das faixas lançadas permaneceu o mesmo das primeiras gravações e, talvez, seja esse o motivo de eles terem chamado tanta atenção. “A gente nunca regravou. O que é o disco hoje são essas gravações caseiras mesmo que a gente fez sem equipamento nem conhecimento nenhum, só o sonho”, brinca.


INÉDITAS

Além do lançamento de inéditas, para a comemoração o Boogarins também realizou o desejo antigo de disponibilizar uma versão em vinil de “As plantas que curam” para os fãs do Brasil.

Sobre as mudanças desde o início do grupo, Dinho aponta como a principal a possibilidade que eles têm de viver da música. “Antes, a gente achava impossível. Nos primeiros anos da banda, eu ainda fazia bico de garçom, a gente fazia várias outras coisas. Hoje em dia, temos a sorte, a força, o privilégio de viver só da nossa música, e isso é muito fantástico”, comemora. “A gente também toca essas músicas de um jeito melhor agora. Quem vai ver o show, se viu 10 anos atrás, vai ver que estamos tocando melhor.”

A apresentação inclui o repertório completo de “As plantas que curam”, com faixas como “Lucifernandis”, “Infinu”, “Refazendo” e a queridinha do público, “Doce”, que já foi caçoada pela banda por ser a “‘A Anna Júlia’ do Boogarins”. “O pessoal faz essa piada, mas a gente até toca ela bastante. No começo da banda, a gente preferia tocar outras coisas. Depois vimos que os fãs gostavam muito e aprendemos a atender aos pedidos”, admite Dinho.

Quem abre o show do Boogarins, às 22h30, é a mineira Mariana Cavanellas. Ex-integrante dos grupos Lamparina e Rosa Neon, Cavanellas lançou recentemente seu primeiro disco solo, intitulado “DNA”.

AUTOBIOGRÁFICO

“É um disco bem profundo, bem autobiográfico e bem sobre a minha vida. Escolhi falar sobre mim porque eu me tornei outra pessoa e quero apresentar essa pessoa”, afirma a artista.

“Gosto muito de experimentar na vida, e na música não ia ser diferente, eu ia acabar indo pelo experimentalismo. Então fui no feeling das coisas que eu estava sentindo e fui fazendo o disco. Ele foi feito de uma maneira bem sensitiva. Tem uma música em que a bateria é o coração da minha filha dentro da minha barriga”, comenta, sobre a faixa “Onda do mar”.

A cantora vai intercalar faixas do disco a músicas de um projeto inédito em que ela divide os vocais com Luiz Brasil. Nas palavras de Mariana, o público pode esperar um show de muita psicodelia. “Eu me enxergo em uma fase de ascendência da minha carreira. Estava em um momento de estar muito dentro do estúdio, produzindo. Agora estou com vários materiais prontos. É o momento de ascender, de voltar para os palcos e redescobrir esse lugar.”

“AS PLANTAS QUE CURAM”
Show do Boogarins, com abertura de Mariana Cavanellas, a partir das 22h30. Nesta sexta-feira (26/1), n’A Autêntica (Rua Álvares Maciel, 312 - Santa Efigênia). Ingressos a R$ 120 (inteira) e R$ 70 (meia), à venda em www.autentica.byinti.com.

 

OUTRO SHOWS EM BH NESTE FIM DE SEMANA

>>> CarnaRock
Neste sábado (27/1), o CarnaRock desembarca na Praça José Mendes Júnior (ao lado do Palácio da Liberdade), com apresentações das bandas Lurex Queen, Saideira, Velotrol, M8 e Tomarock. O evento acontece das 13h às 21h e terá ainda sets de DJ e cozinheiros convidados. O festival tem entrada gratuita e contará com espaço kids com brinquedos infláveis, cama elástica, pintura facial e recreadores para crianças. Pets também são bem-vindos. A retirada dos convites deve ser feita pelo Sympla.


>>> Fábio Jr. no Arena Hall
Fábio Jr. se apresenta neste sábado (27/1) no palco do Arena Hall (Av. Nossa Sra. do Carmo, 230, Savassi). O show está marcado para as 21h e promete emocionar o público mineiro, com os sucessos do cantor. A venda de ingressos é feita via Sympla e na bilheteria do espaço, com valores de R$ 360 a R$ 560 (inteira).


>>> FIC Pampulha
Uma apresentação reunindo um coral com 80 vozes, Toninho Horta, Júlia Ribas, a cantora lírica Eliseth Gomes, a Banda de Música da Polícia Militar de Minas Gerais e o show “14 Bis Acústico” está prevista no encerramento do FIC - Festival Internacional de Corais – Pampulha 80 anos, neste sábado (27/1), a partir das 18h, no adro da Igreja da Pampulha, com entrada gratuita. Previsto para o ano passado, o evento foi adiado duas vezes anteriormente.


*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes