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Orion Teixeira
COLUNISTA ORION TEIXEIRA

Quem ganhou e quem perdeu no debate em Minas

Colunista do EM análise o desempenho dos cinco candidatos ao governo de Minas em primeiro debate televisionado, nesse domingo (16/8)

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Todo mundo que viu o debate da "TV Band Minas" – e os que não viram também – fica se perguntando quem ganhou e quem perdeu. Antes, havia um quadro de pré-campanha para governador, com suas incertezas, instabilidades, traições e reviravoltas, além de pesquisas de intenções de voto. Agora, com o elenco consolidado e registrado, o confronto na telinha foi a primeira exposição mais realista, que nem o marketing pode controlar completamente.

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De imediato, como numa primeira amostragem, o encontro serviu para abrir a disputa e exibir quem pode ser mais competitivo numa campanha de tempo curto, apenas 45 dias. Dos cinco que participaram, pode-se dividi-los em dois grupos de ganhadores e perdedores. 

Alexandre Kalil (PDT), apesar de mais experiente de todos, foi o mais atacado e sentiu os golpes, reafirmando que não se preparou para o embate e que continua sem ouvir as orientações do marketing. Com seus recursos e argumentos, Gabriel Azevedo (MDB) o deixou desconcertado, muito próximo do descontrole emocional. Ele ainda ficará fora da disputa por pelo menos 10 dias por conta de cirurgia de transplante no olho

Outro que ficou devendo, o candidato do PL, Flávio Roscoe, chegou atrasado na campanha e não apresentou discurso sustentável. Sequer explorou o bolsonarismo de quem seria o único representante e seu principal trunfo.  

Ao contrário dele, Cleitinho Azevedo (Republicanos) puxou o presidenciável Flávio Bolsonaro para seu lado, além de ser o líder das pesquisas. Ele está no pelotão dos que se mostraram mais competitivos, junto de Mateus Simões (PSD) e Gabriel. Candidato à reeleição, Simões conteve as emoções para cuidar da própria apresentação, mas não conseguiu se defender das acusações de sucateamento das forças de segurança pública

Manteve alianças formais com os concorrentes da direita, embora apenas um deles irá ao segundo turno com apoio dos outros dois. Adiantou que seu alvo será o mesmo de seu ex-partido (Novo) dos últimos oito anos: o PT do ex-governador Fernando Pimentel, do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ausente Patrus Ananias, candidato petista a governador. 

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A ausência do petista parece ter sido orientação nacional para evitar, o que acabou dando certo, a nacionalização do confronto, poupando Lula. Gabriel Azevedo, por meio de seu discurso e performance, quer tomar o lugar de Kalil no centro político, para, depois, atrair o voto útil da esquerda, caso Patrus não vá ao segundo turno. 

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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